Sociedade | 09-12-2017 10:30

Abastecimento de água à região não está comprometido

Reunião de trabalho sobre a seca envolveu representantes de diversas entidades no Cartaxo.

O Comandante Operacional Distrital da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) garante que não há, “para já”, o risco premente, nem se prevê que possa vir a estar comprometido o abastecimento de água à população na região. Durante um encontro que juntou no Cartaxo autarcas e representantes de diversas entidades, para debater a questão da seca, Mário Silvestre explicou que a 15 de Novembro aumentou a área em situação de seca extrema. “Cerca de seis por cento do território português estava em seca severa e 94% em seca extrema. Não se verificou um desagravamento no início do Outono, como seria normal e se tem verificado em outras situações de seca”, referiu.

Mário Silvestre reforçou a necessidade de se olhar para a questão da seca de um modo mais abrangente. “Quando falamos em aliviar a pressão sobre as captações no Cartaxo devemos estar cientes que as captações feitas nos outros concelhos são feitas no mesmo aquífero. As políticas não podem ser só do Cartaxo porque, infelizmente, a água não cai apenas no nosso concelho e o aquífero não é só do Cartaxo”, destacou.

O presidente da Câmara do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro (PS), também defendeu a importância de criar condições para dar respostas imediatas, se vierem a ser necessárias, em caso de faltar água no concelho devido à seca e alterações climáticas que possam ocorrer num futuro próximo. “É importante tranquilizar as pessoas mas também desenvolver acções concretas que tenham repercussões a longo prazo, que assegurem o futuro das reservas hídricas e a utilização racional da água enquanto bem comum e essencial a toda a humanidade”, afirmou.

O autarca foi um dos intervenientes nessa reunião de trabalho que juntou diversas entidades e responsáveis políticos. A reunião surgiu após questões levantadas pelos vereadores do PSD/Nós Cidadãos. Estiveram presentes, entre outros, o Comandante Distrital da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), Mário Silvestre, o director regional da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Carlos Castro, e o administrador da Cartagua, Júlio Bento, que apresentaram o diagnóstico sobre a situação dos recursos hídricos da região.

O administrador da Cartagua garantiu que a empresa responsável pela concessão de água no concelho do Cartaxo tem apostado “desde o primeiro dia” em reduzir as perdas de água no sistema. “Nos dois primeiros anos de concessão as perdas passaram de 45 por cento para 22 por cento (%). A intervenção nas roturas que surgem também é muito rápida. Qualquer perda tem um custo para a empresa e por isso o uso racional da água é um cuidado constante”, afirmou. Júlio Bento admite que a Cartagua recorre à compra de água à EPAL (Empresa Portuguesa de Águas Livres) mas que 90% da água que tratam e fornecem é captada nos cinco furos que estão a funcionar no concelho, sendo que três deles têm mais de 30 anos e o mais recente tem 15 anos.

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