Sociedade | 15-12-2017 20:03

Sucursal do Millennium BCP fechou portas no Sardoal

Sucursal do Millennium BCP fechou portas no Sardoal

O presidente da câmara, Miguel Borges, está a tentar a "manutenção de um serviço de proximidade através do balcão da Loja do Cidadão".

A delegação do Millennium BCP de Sardoal fechou esta sexta-feira, 15 de Dezembro as suas portas no Sardoal, depois de ali ter funcionado e servido as populações durante cerca de 40 anos, confirmou a entidade bancária.

Questionado sobre os motivos que levaram ao encerramento da sucursal o Millennium BCP, fonte oficial da entidade bancária confirmou o encerramento do balcão naquele concelho ontem ao "final do dia", tendo referido que o BCP tem "feito ao longo dos últimos anos um esforço grande de optimização da sua rede de distribuição física, garantindo que as sucursais têm dimensão e rentabilidade suficiente para serem economicamente viáveis".

A instituição bancária, criada em 1979 em Sardoal, onde tem cerca de 1400 clientes, informou ainda que "as sucursais circundantes são reforçadas com meios humanos e técnicos que permitam gerir um expectável maior afluxo de clientes e de negócio", não tendo, no entanto, respondido se será mantido algum serviço de proximidade e atendimento ao público, seja através do balcão da Loja do Cidadão de Sardoal ou postos móveis de atendimento, ou mesmo se está previsto o encerramento de outros balcões a nível distrital ou nacional.

A sucursal do Millennium BCP de Sardoal tem 3 colaboradores, sendo que um deles "irá para a sucursal de Abrantes", a cerca de 12 quilómetros, "e os restantes serão distribuídos por sucursais circundantes da região de acordo com as necessidades de colaboradores identificadas nas sucursais".

O presidente da Câmara Municipal, Miguel Borges (PSD), disse "ficar sempre uma sensação de perda", tendo reconhecido, no entanto, que "perante o número de 30 movimentos semanais ao balcão" não sobra "muita margem de manobra para que uma empresa privada se mantenha nestas circunstâncias" no território.

O autarca, a quem "a decisão foi previamente comunicada", disse ainda estar a tentar a "manutenção de um serviço de proximidade através do balcão da Loja do Cidadão", em reunião que deverá decorrer na segunda-feira, mas sublinhou que ainda não foi comunicado oficialmente à câmara se o banco aceita a sugestão ou a forma como o serviço de atendimento ao público pode ser prestado.

O autarca adiantou que "os administradores do BCP visitaram a Loja do Cidadão e transmitiram à sua coordenadora que iam apresentar uma proposta à Câmara para que se mantenha o serviço de atendimento ao público em alguns dias por mês, num horário que entendam, mantendo a presença do banco no concelho".

Quem não se conforma com o fecho do balcão é o presidente da junta de freguesia de Sardoal, Miguel Alves (PS), tendo o autarca apontado para "muitos prejuízos" ao nível do comércio local e lembrado a "relação histórica com a população e empresários" locais.

"Com este fecho e com os clientes a não irem ao banco, que se situa no centro histórico de Sardoal, perde a dinâmica da vila e perde o comércio local, desde a restauração, aos supermercados, à farmácia e ao serviço de táxis. Não me conformo com este encerramento", afirmou.

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