Sociedade | 28-12-2017 12:15

Desmantelada rede de prostituição em Alverca e Vila Franca de Xira

Desmantelada rede de prostituição em Alverca e Vila Franca de Xira

Mais de duas dezenas de pessoas estão directamente envolvidas.

Foi desmantelada pela Polícia de Segurança Pública (PSP), a poucos dias do Natal em Alverca do Ribatejo e Vila Franca de Xira, uma rede de prostituição que envolvia perto de duas dezenas de pessoas, entre clientes, prostitutas e proxenetas.

Foram detidas na operação desencadeada pela esquadra de investigação criminal, até ao momento, três pessoas - dois homens e uma mulher, com idades entre os 54 e os 58 anos. As investigações continuam por suspeitas de lenocínio, prática criminal de aliciação e exploração de comércio sexual e prostituição. A operação já decorria há nove meses e foram efectuadas buscas num bar no centro de Vila Franca de Xira e em quatro habitações nas cidades de Alverca e Vila Franca de Xira, que permitiram a apreensão de cinco mil euros e vários objectos relacionados com a prostituição. Os detidos foram presentes ao Departamento de Investigação e Acção Penal da Comarca de Lisboa Norte, em Vila Franca de Xira, para primeiro interrogatório judicial, tendo ficado a aguardar julgamento em liberdade. Uma das mulheres usadas no esquema, estrangeira, ficou impedida de sair do país. As restantes mulheres são portuguesas.

Fonte próxima do processo revela a O MIRANTE que a investigação policial foi desencadeada depois de uma denúncia anónima. Suspeita-se que as mulheres seriam obrigadas a prostituir-se a troco de baixos valores monetários, em alguns casos inferiores a 50 euros por mês, tendo em troca comida e habitação. Não podiam afastar-se do controlo da matriarca da casa nem ausentar-se da região e não tinham dias de descanso. Além de terem de receber, em alguns dias, mais de uma dezena de clientes por noite nos apartamentos que agora foram alvo de buscas, as mulheres eram também obrigadas a visitar os clientes ao domicílio ou em viaturas dos próprios, sendo depois forçadas a entregar a totalidade do valor pago à matriarca que, no fim do mês, dividia os valores. A mesma fonte revela que em alguns casos há também a suspeita de maus-tratos e práticas sexuais lesivas da dignidade das mulheres.

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