Sociedade | 28-12-2017 10:26

Falta de autocarros em Vialonga já levou à intervenção da GNR

Falta de autocarros em Vialonga já levou à intervenção da GNR

Muitos passageiros para poucas carreiras está a gerar indignação de população e autarcas

Autocarros atrasados e em quantidade insuficiente para toda a procura, nas horas de ponta durante a semana, têm gerado o caos matinal em Vialonga, concelho de Vila Franca de Xira, para quem precisa de apanhar a carreira directa para o Campo Grande, Lisboa. As queixas têm-se sucedido não apenas para a empresa responsável - a Rodoviária de Lisboa (RL) – mas também para a junta de freguesia, que já veio publicamente lamentar a situação. Está também em curso um abaixo-assinado promovido por utentes que exige à empresa que “reveja a sua actuação com carácter de urgência” e reforce o serviço com mais carreiras.


A carreira tem sofrido perturbações desde o dia 18 de Dezembro, data em que se iniciaram as férias escolares e as alternativas para quem precisa de ir trabalhar têm sido poucas ou nenhumas, diz quem usa o autocarro. “Num dos dias a GNR teve de ser chamada ao terminal porque houve confusão entre quem precisava de entrar no autocarro para ir trabalhar”, lamentou na última Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira o presidente da Junta de Vialonga, José António Gomes. O vice-presidente da câmara, António Oliveira, solicitou entretanto à junta o envio de um ofício da dar conta da situação para que o município possa actuar junto da Autoridade Metropolitana de Transportes, responsável pelo funcionamento dos operadores.


“Nenhum operador pode alterar trajectos ou horários sem dar conhecimento prévio à câmara e isso não aconteceu, portanto estamos a falar de uma eventual situação abusiva”, referiu António Oliveira. O MIRANTE contactou a Rodoviária de Lisboa por diferentes meios para obter mais informações sobre este assunto mas nenhuma resposta nos foi enviada até à data de fecho desta edição.


A carreira em questão tem visto o seu número de utentes aumentar desde que a sua utilização foi também alargada ao passe 123, o que obriga muitos passageiros a só conseguir lugar em pé para uma viagem que é superior a 20 quilómetros. Na sua página da rede social Facebook a Junta de Vialonga já denunciava os “graves transtornos” nas carreiras. “A prática da RL, de retirar carreiras assim que se inicia um período de férias escolares, já tem sido reportado por diversos utentes como uma decisão incorrecta e injusta, a que a RL continua apostada em não atender, desrespeitando quem trabalha. O que se assiste diariamente nas carreiras da manhã e da tarde é para nós e para os utentes motivo de preocupação pela segurança de todos os que são transportados, demonstrando um claro desrespeito pelos utentes”, critica a junta.

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