Sociedade | 07-01-2018 09:38

Rede em Alverca vai obrigar peões a usarem passagem superior

Rede em Alverca vai obrigar peões a usarem passagem superior

Quem atravessa a EN 116 fora da passagem pedonal entre a Malvarosa e a Chasa, em Alverca, vai deixar de o poder fazer.

O troço da Estrada Nacional 116 entre a rotunda de acesso à Auto-Estrada do Norte (A1) e a rotunda da Malvarosa, em Alverca do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, vai em breve ser vedado com um separador de rede. Esse é o objectivo do município que quer, dessa forma, impedir que os moradores dos bairros da Malvarosa e da Chasa continuem a atravessar aquela movimentada via fora da passagem superior pedonal ali existente.
A garantia foi dada por Alberto Mesquita (PS), presidente do município, na última reunião pública de câmara. A ideia é replicar a fórmula que, na entrada norte de Vila Franca de Xira, resultou e conseguiu reduzir para zero o número de atropelamentos no local.


Uma solução que é pouco estética mas que resulta na prevenção de acidentes graves. E a entrada de Alverca tem sido palco frequente de desastres, com mais de dezena e meia de acidentes verificados em 2017, que embora sem gravidade foram causados por moradores que atravessam a estrada fora da passagem superior. A maioria arrisca para poupar alguns minutos e para não caminhar uma distância tão grande.


“As pessoas não usam a passagem superior que foi agora requalificada e iluminada e já não oferece qualquer perigo. Com uma solução semelhante à que adoptámos em Vila Franca de Xira poderemos melhorar as condições de segurança naquela zona para não haver perigo e atropelamentos como tem havido”, explica Alberto Mesquita.


Para complicar ainda mais as coisas há uma paragem de autocarro situada no local, que não tem passadeira. “Pode valer a pena estudar o que fazer com aquela paragem”, admite o autarca. Os estudos para implementar uma solução para a EN116 estão em curso. O fluxo de moradores a atravessar a estrada é maior nas horas de passagem do autocarro e nas horas de ponta, quando o fluxo de trânsito está ainda mais caótico na zona com os moradores que chegam de Lisboa.


Em Vila Franca de Xira as redes colocadas como separador central da entrada norte da cidade em Outubro de 2014 conseguiram a proeza de fazer com que aquele troço de 400 metros, considerado durante anos como um ponto negro da sinistralidade automóvel, deixasse de o ser. A obra custou 189 mil euros. A passagem dos peões é agora feita num só local central da via, devidamente assinalado e controlado por semáforos.

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