Sociedade | 14-01-2018 18:08

Utentes madrugam à porta do Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria

Utentes madrugam à porta do Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria
Foto O MIRANTE - Utentes chegam antes das portas abrirem para conseguirem consulta

ACES diz que há pessoas que entopem as consultas de recurso desnecessariamente.

O relógio marcava 6h30 quando Georgina Pereira, de 63 anos, chegou à porta do Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria, no concelho de Vila Franca de Xira, para tentar obter uma consulta não programada.

As portas só abrem às 8h00, mas o facto de por vezes o número de senhas para consultas não chegar para todos os que precisam de consulta no próprio dia, leva a que vários se concentrem de madrugada à porta da unidade de saúde.

O Agrupamento de Centros de Saúde diz que não há necessidade de as pessoas se juntarem tão cedo no local, atendendo a que foi aumentada a capacidade de resposta, realçando também que há pessoas a recorrerem a este serviço para mostrarem exames, por exemplo, o que complica o atendimento a outros que precisam de consulta mais urgente.

Uma das utentes, Georgina Pereira, diz que só vai para o centro de saúde para arranjar uma consulta no próprio dia quando é mesmo urgente, porque já lhe aconteceu perder uma manhã de trabalho e não conseguir uma senha para consulta.

Sem médico de família, confessa que muitas vezes, em pequenas coisas, recorre ao médico do trabalho da empresa onde está empregada. Nas primeiras vezes que precisou de consulta, chegou perto das 8h00 e não conseguiu apanhar uma senha. Agora prefere jogar pelo seguro e levanta-se às cinco da manhã para ir para a porta da unidade. “É inadmissível termos um centro de saúde numa cidade tão grande que não consegue dar resposta aos habitantes”, desabafa.

* Reportagem completa na edição semanal de O MIRANTE.

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