Sociedade | 16-01-2018 07:28

Alcanena cria Observatório para ajudar a resolver problemas ambientais graves

Observatório Ambiental de Alcanena terá que elaborar e aprovar, anualmente, Planos de Acção para a Valorização Ambiental e Sustentabilidade Territorial.

A Câmara de Alcanena criou um Observatório Ambiental, que integra representantes de 17 entidades, para consolidar a estratégia de valorização ambiental e de desenvolvimento sustentável num concelho assolado há décadas por “problemas ambientais graves”.

Em comunicado, a Câmara de Alcanena afirma que o observatório, coordenado pela presidente do município, Fernanda Asseiceira, integra representantes da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, da Agência Portuguesa do Ambiente, do Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo, das associações Centro Ciência Viva do Alviela, QUERCUS e ZERO.

A estrutura integra também o Centro Tecnológico das Indústrias do Couro, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, as direcções regionais de Agricultura e Pescas do Centro e de Lisboa e Vale do Tejo e ainda a de Alimentação e Veterinária, o Núcleo de Ambiente da Guarda Nacional Republicana, os institutos de Conservação da Natureza e Florestas e de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação, a Ordem dos Engenheiros e a Universidade de Aveiro.

O Observatório Ambiental de Alcanena terá que elaborar e aprovar, anualmente, Planos de Acção para a Valorização Ambiental e Sustentabilidade Territorial, garantindo a execução e monitorização das acções propostas, e criar, organizar e divulgar uma plataforma de informação relevante e estruturada, afirma a nota.

Fazem ainda parte dos objectivos deste observatório a partilha de conhecimentos e a criação de sinergias “para melhor conhecer o território e as suas dinâmicas e resolver as suas problemáticas ambientais”.

A criação do Observatório Ambiental de Alcanena surge no âmbito dos esforços do município de “procurar eliminar os problemas ambientais graves que têm assolado o concelho nas últimas décadas, nomeadamente através dos elevados investimentos realizados nas obras de Remodelação da Rede de Colectores do Sistema de Saneamento de Alcanena”, afirma.

Esta obra permitiu o encaminhamento dos efluentes provenientes da indústria (nomeadamente dos curtumes) para a Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), “após o pré-tratamento que deve existir em cada unidade industrial, eliminando as perdas que se verificavam ao longo da rede, devido ao mau estado das condutas e que causavam a poluição nos solos, nas águas e no ar, com graves impactos ambientais e transtornos à população local”.

No âmbito de um protocolo que envolveu várias entidades, os investimentos incluíram ainda a reabilitação da Célula de Lamas não Estabilizadas, obra assumida pela Agência Portuguesa do Ambiente, com o acompanhamento do município, e que eliminou “este passivo ambiental do território, que representava um enorme perigo, tendo em conta as lamas que se encontravam depositadas sem qualquer tipo de tratamento”.

“Para além destes investimentos, o município está, ainda, a proceder à elaboração dos projectos de instalação das redes de saneamento básico nas localidades de Covão do Coelho, Vale Alto, Carvalheiro, Moita e Casal Saramago, com o objectivo de garantir, até 2021, a cobertura total do território do concelho, com saneamento básico e ligação aos sistemas de tratamento de efluentes”, afirma o comunicado.

A Câmara de Alcanena refere ser ainda seu objectivo “afirmar o território na produção e na utilização de energias alternativas, assim como desenvolver, entre outras acções, um projecto de Valorização do Rio Alviela, em articulação com proprietários e outras entidades, nomeadamente autarquias da área de influência deste importante recurso hídrico”.

Segundo o município, os investimentos realizados nesta área visam, “para além de garantir a saúde e qualidade de vida dos seus munícipes, a aposta na valorização e promoção do seu património natural, tendo como objectivo a atracção e fixação de população e a diversificação do tecido empresarial, nomeadamente através do turismo e desporto de natureza”.

Esta aposta, sublinha, exige o empenho de todos os munícipes e dos “vários agentes económicos, em particular, cuja actividade poderá ter especial impacto na qualidade do ambiente do concelho de Alcanena”.

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