Sociedade | 31-01-2018 07:05

Utentes reivindicam duas novas pontes sobre o Tejo

Utentes reivindicam duas novas pontes sobre o Tejo
Foto O MIRANTE

Movimento de utentes afirma que sem boas acessibilidades não é possível melhorar a qualidade de vida das populações.

Utentes dos serviços públicos reivindicaram esta terça-feira, 30 de Janeiro, no Entroncamento, a melhoria das acessibilidades no distrito de Santarém, propondo duas novas pontes sobre o Tejo, em Constância e Chamusca, e obras em estações ferroviárias.

Em conferência de imprensa, o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) do distrito de Santarém e a comissão de utentes do concelho do Entroncamento referiram um conjunto de constrangimentos à mobilidade na região, sublinhando que “sem boas acessibilidades” não é possível melhorar a qualidade de vida das populações e “é travado o desenvolvimento económico”.

Num comunicado distribuído aos jornalistas, as comissões de utentes reclamam a calendarização de um programa de substituição das actuais estruturas de acesso às plataformas de embarque na estação ferroviária do Entroncamento por uma passagem subterrânea, “que ao mesmo tempo facilite as ligações norte sul na cidade”.

São igualmente pedidas intervenções nas estações de Rossio ao Sul do Tejo (Abrantes) e de Riachos (Torres Novas), entre outras, de forma a permitir a circulação e o estacionamento nos parques e zonas adjacentes.

O documento, que será enviado ao Governo, aos grupos parlamentares, às autarquias, à Infraestruturas de Portugal e forças de segurança, preconiza “a elaboração de um plano a médio e longo prazo de construção de duas novas pontes” sobre o rio Tejo, para substituir as que existem em Constância e Chamusca.

Enquanto isso, a curto prazo, é pedida a “aplicação de medidas transitórias, tecnicamente exequíveis, que melhorem a circulação e reforcem a segurança” nestas travessias.

Outra medida apontada é, no âmbito da segurança rodoviária, “o reforço das campanhas contra a sinistralidade rodoviária, quer pela sensibilização quer pela redução dos ‘pontos negros’” nas estradas da região, acompanhada de um “esforço na sinalização e utilização das passadeiras de peões”.

O movimento retoma a exigência de abolição das portagens nas autoestradas “sem válidas alternativas”, concretamente na A23 (que liga o nó da A1, junto a Alcanena, à Guarda) e na A13 (que liga Santarém à Marateca).

“Defendemos, nas Estradas Nacionais, Regionais e Municipais, a correcção de situações estruturais como a passagem da EN118 e da EN3 por meios urbanos”, referem, apontando ainda a necessidade de “algumas rotundas e a manutenção e valorização de muitos dos troços das vias rodoviárias”, dando os exemplos do IC1, da EN2, da EN361 (entre Alcanena e Amiais), da EN3 (entre Torres Novas e Entroncamento) e da ligação entre Almeirim e Santarém (EN114), entre outras.

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