Sociedade | 03-02-2018

Vítimas da legionella com novas instalações

Moradores afectados dizem que o surto é uma “vergonha” para a justiça.

A Associação de Apoio às Vítimas do Surto de Legionella (AVL) do concelho de Vila Franca de Xira inaugurou na manhã de sábado, 3 de Fevereiro, as suas novas instalações. A sede da AVL fica situada numa loja cedida pela câmara municipal no bairro da Soda Póvoa, no Forte da Casa, uma das localidades mais afectadas pelo surto que, em Novembro de 2014, matou 12 pessoas e infectou outras 400.

A inauguração contou com a presença de algumas dezenas de vítimas bem como de autarcas e outros líderes do movimento associativo do concelho. As principais preocupações versaram sobre a falta de apoios financeiros e de saúde para os que foram afectados e nunca mais poderam voltar a trabalhar, bem como ao processo que corre na justiça e que, na opinião de muitos, “é um embaraço nacional” pelo tempo que está a demorar.

“Os culpados ainda não foram encontrados e muitas vítimas não viram estabelecido o nexo de causalidade à infecção, pelo que continuamos a lutar por uma justiça digna e para que todos sejam apoiados”, frisou Joaquim Ramos, presidente da AVL. O dirigente confessa que “é triste” viver num país que não fiscalizou correctamente as empresas nem tão pouco apoia as vítimas quando mais precisam. “Há muita gente a passar por muitas dificuldades financeiras, gente que até ao resto da vida ficou a precisar de tomar medicamentos”, condenou.

O presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), notou o “valor simbólico” da inauguração, mostrando que as vítimas não estão esquecidas. “As dificuldades jurídicas de todo o processo está a tornar tudo ainda mais penoso”, lamentou o autarca.

*Notícia desenvolvida na próxima edição semanal de O MIRANTE

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1338
    14-02-2018
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1338
    14-02-2018
    Capa Médio Tejo