Sociedade | 05-02-2018 18:25

APATI está a rebentar pelas costuras e precisa de novas instalações

APATI está a rebentar pelas costuras e precisa de novas instalações
ESPERANÇA. Cristina Santos, Francisco Henriques, Cristina Artilheiro e Deonilde Casa são alguns dos elementos da direcção da APATI - foto O MIRANTE

A Associação Promotora de Apoio à Terceira Idade da Castanheira do Ribatejo é uma casa com 39 anos de história no apoio a idosos da freguesia.

A Associação Promotora de Apoio à Terceira Idade (APATI) de Castanheira do Ribatejo, concelho de Vila Franca de Xira, está a funcionar em instalações antigas e adaptadas em três edifícios diferentes e precisa de um novo espaço para crescer e melhorar as suas respostas à comunidade.


Conseguir encontrar um terreno na União de Freguesias de Castanheira e Cachoeiras onde se possa avançar com um projecto e construção de uma nova sede é a maior ambição da actual direcção, liderada por Cristina Santos. A APATI é uma instituição importante daquela vila: emprega 55 pessoas e dá apoio a 50 utentes em centro de dia, 38 em lar e 36 em apoio domiciliário. E nas três valências já há filas de espera.


“Cada vez aparecem mais problemas de gente idosa em gente mais nova. Já tivemos também uma cantina social mas tivemos de largar esse projecto por falta de espaço. Um dos nossos sonhos é abalar daqui e procurar um terreno para as nossas novas instalações. Precisamos muito disso”, confessa a dirigente a O MIRANTE.


A APATI tem 39 anos de existência e o seu funcionamento está dividido pela vila como peças lego, em três prédios diferentes. “Se não encontrarmos um terreno acabamos por morrer. Se não podemos aceitar as pessoas da nossa terra elas procuram outros sítios e não é essa a nossa intenção. Queremos dar às pessoas da terra a oportunidade de ficarem cá. É frustrante para nós um utente quando precisa de lar ter de ir para outra terra”, lamenta.


A tesoureira da instituição, Cristina Artilheiro, diz que a própria configuração das actuais instalações, distribuídas por três prédios diferentes, faz disparar os custos de funcionamento. Apesar das dificuldades, a direcção – que tem mandato até 2019 – assegura que o funcionamento vai sendo possível.

Os idosos deviam ser a prioridade
Os idosos deviam ser a principal prioridade dos nossos tempos, defende a direcção da APATI. “Tem-se apostado muito na infância nos últimos anos mas tem-se esquecido a terceira idade”, notam. A velhice é hoje mais exigente do que há uns anos e pesa muito nas instituições.


“Os idosos hoje são muito mais dependentes e as famílias continuam com grandes dificuldades económicas. Apesar da economia parecer mexer um bocadinho, nós aqui ainda não notamos nada. Anda muita pobreza escondida. As pessoas cada vez têm mais dificuldades, ao nível da farmácia e há muita gente desempregada. Aqui na nossa zona há quem não se manifeste e não viva bem. Os idosos são um reflexo disso. Castanheira está a envelhecer, sente-se isso. E os mais velhos sentem que devem ajudar os filhos”, nota Cristina Santos.


O facto da Castanheira do Ribatejo ser agora uma união de freguesias com as Cachoeiras só veio aumentar ainda mais a procura pelos serviços da APATI. Apesar dos desafios os dirigentes garantem que vão continuar a lutar por dar um futuro mais próspero à associação.

Edifício cedido à APS não interessava para a APATI

Recentemente um problema na cozinha da instituição gerou preocupação na comunidade e obrigou a um encerramento temporário da lavandaria. “O prédio está velho e a começar a precisar de obras. A lavandaria já está a funcionar mas da cozinha tivemos a ajuda preciosa da Associação de Promoção Social (APS) da Castanheira, que nos emprestou a sua cozinha. Foi o melhor que nos podia ter acontecido”, agradece Cristina Santos.
O facto do município ceder o edifício desocupado da Vala do Carregado para a APS desenvolver na zona uma valência de apoio a idosos não preocupa a APATI. “Esse edifício não resolvia as nossas necessidades. Quando entrámos na direcção esse assunto já estava definido. De qualquer forma não é um edifício que nos interesse. Pela estrutura do edifício precisaria de obras e não iria ter um número de camas suficiente para justificar o investimento”, explica a direcção.

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