Sociedade | 05-02-2018 07:02

Problemas em casas da Câmara de Santarém

Problemas em casas da Câmara de Santarém
Florbela Lima vive neste apartamento desde 1981 - foto O MIRANTE

Inquilina do município tem o apartamento a degradar-se devido a infiltrações provenientes do andar de cima, igualmente propriedade da autarquia.

Florbela Lima, 67 anos, está a ver o apartamento onde vive desde 1981 a degradar-se dia a dia devido a infiltrações com origem no andar de cima. Florbela reside num rés-do-chão arrendado à Câmara de Santarém na Praceta dos Defensores da Pátria, no populoso bairro de São Domingos. Em Outubro do ano passado começou a notar que algo de errado se passava. O tecto começou a aparecer manchado e a tinta das paredes começou a cair. Agora, os pingos de água caem do tecto para dentro de baldes que a moradora colocou espalhados estrategicamente pela casa. O problema afectou também a instalação eléctrica fazendo com que a moradora não tenha luz em duas divisões da casa e receie ligar as luzes nas restantes divisões.
A queixosa já se queixou à Câmara de Santarém mas a resposta que obteve não foi a mais satisfatória: “Disseram-me que não têm dinheiro e que não têm pessoal”. Segundo o técnico da Câmara de Santarém que visitou a sua casa, as infiltrações têm origem numa fissura no polibã da casa-de-banho do vizinho de cima. “Só quero que resolvam os problemas da casa de cima para depois poder arranjar a minha casa”, acrescenta a moradora.
Contactada por O MIRANTE, a vereadora Inês Barroso informa que a situação já foi debatida e a habitação de Florbela Lima é “uma das que está na lista de prioridades para fazer arranjos”. A autarca garante ainda que está prevista a realização de obras em todo o prédio, embora ainda não haja uma data prevista para as mesmas.
O MIRANTE falou com Carlos Serralheiro, 21 anos, que reside no apartamento por cima do de Florbela há cerca de um ano, com a sua namorada, a filha bebé e os seus pais. A água quente foi cortada devido a uma suposta rotura no cano pelo que se vêem obrigados a aquecer água e a levá-la em alguidares para a casa-de-banho.
“Disseram-nos que havia um cano roto da água quente e fecharam o cano”, pensando que o mesmo estaria na origem das infiltrações “mas estavam errados, ainda temos o cano da água quente desligado e ao que parece a senhora continua a ter infiltrações”, explica Carlos, acrescentando que o problema está sim no polibã, que não se encontra em condições para ser utilizado. “Tentamos ao máximo evitar usar o polibã, por causa da situação da senhora de baixo, mas não aguentamos tanto tempo sem tomar banho”, lamenta o morador.

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