Sociedade | 06-02-2018 17:04

Suspeita de burlas com arrendamentos ameaça jornalistas com mensagens

Caso passa-se com apartamento em Póvoa de Santa Iria e está a ser investigado pela PSP.

A suspeita de ter burlado várias pessoas com o arrendamento da casa onde vive, em Póvoa de Santa Iria, não gostou de ver o assunto noticiado em O MIRANTE e mandou uma mensagem ameaçadora para o jornal.

Alexandra Santos já tinha ameaçado os queixosos, alguns deles já com queixas a decorrer contra ela nas autoridades, quando o jornalista de O MIRANTE conseguiu chegar à fala com ela junto da sua residência. Na altura, a antiga mediadora imobiliária da Remax, afastada da empresa, disse que ia processar toda a gente que andava a dizer mal dela.


Agora, após ter lido a notícia, Alexandra mandou uma mensagem para a caixa de mensagens da página de O MIRANTE no Facebook, a dizer: “Venho por este meio informar que vou apresentar uma queixa contra vocês pelas declarações na informação da burla. Espero que tenham as provas das dezenas de pessoas, espero bem”. Recorde-se que O MIRANTE noticiou na edição de 1 de Fevereiro o caso em que pelo menos uma dezena de pessoas se diz enganada pela suspeita, a maioria das quais pagou 700 euros para arrendar o apartamento na Póvoa de Santa Iria, onde vive a suspeita, que alega estar a ser vítima de calúnias.


O MIRANTE teve acesso a vários documentos, sobretudo contratos de arrendamento assinados por Alexandra Santos, que escrevia números de contribuintes diferentes, nunca tendo entregado a casa aos potenciais inquilinos. A suspeita dizia que precisava de um tempo para arranjar a casa mas ao fim de um tempo os lesados começaram a desconfiar e ao falarem uns com os outros verificaram que afinal a situação era mais complicada do que imaginavam. Há mesmo uma pessoa que perdeu cinco mil euros que tinha dado de sinal para a compra da habitação, que nem sequer é propriedade da suspeita.


A PSP confirmou que existem quatro queixas já a decorrer. Alexandra chegou a trabalhar na Remax, mas a empresa refere que esta foi dispensada em Outubro de 2016 “por má conduta e falta de ética”. A imobiliária já pôs os seus advogados a tratar do assunto e diz que está solidária com as vítimas do alegado esquema.

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