Sociedade | 14-02-2018 14:10

Arlindo Marques com apoios de peso no processo da Celtejo

Arlindo Marques com apoios de peso no processo da Celtejo
Foto O MIRANTE

Presidente da Câmara de Mação e juiz Carlos Alexandre vão ser testemunhas abonatórias do activista pela defesa do rio Tejo, processado por difamação.

O presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela (PSD), e o juiz desembargador Carlos Alexandre, natural de Mação, vão ser testemunhas abonatórias do activista Arlindo Consolado Marques no processo que lhe foi movido pela empresa Celtejo. Arlindo Marques tem-se destacado na denúncia dos atentados ambientais que têm assolado o rio nos últimos anos.


Vasco Estrela lembrou que Arlindo Marques “conta com o apoio unânime de todos os eleitos da autarquia”, porque “tem ajudado a resolver um problema que é de todos”. Por isso, acrescentou, vai a tribunal defender o ambientalista: “Vou servir de testemunha abonatória de Arlindo Marques neste processo que a Celtejo lhe moveu, mas com muitos mais apoios o Arlindo pode contar nesta luta pela defesa de um Tejo com qualidade e sem poluição”, disse o autarca, advogado de formação.


Um desses apoios é o do juiz Carlos Alexandre, natural de Mação e que exerce no Tribunal Central de Instrução Criminal em Lisboa. O juiz afirmou que vai servir de testemunha abonatória por “conhecer bem o problema de poluição do rio”, nomeadamente na zona ribeirinha de Ortiga, onde chegou a ser sapador florestal e carteiro, e por estar “solidário com o exercício de cidadania” de Arlindo Marques.


“Vivi em Mação até aos meus 18 anos e em 1983, no meu 5.º ano de faculdade, fui carteiro em Ortiga, onde bati à porta daquela gente toda, pelo que conheço bem o rio, os seus problemas de poluição e a importância dos seus impactos no Tejo e de quem fazia vida dele”, referiu.

Assembleia municipal distingue Arlindo Marques
Entretanto, a Assembleia Municipal de Mação aprovou por unanimidade a instituição de um prémio de cidadania que vai ser atribuído pela primeira vez ao ambientalista Arlindo Marques, pelo seu envolvimento na defesa do rio Tejo.


“Sem ter a obrigatoriedade de ser atribuído anualmente a instituição deste prémio de cidadania vai ser entregue sempre que ocorram desempenhos que, de forma muito sólida, mostrem que devem ser reconhecidos”, disse o proponente José António Almeida, da bancada do PSD, sublinhando que a ideia da instituição deste prémio se “inspirou na acção cívica do ‘guardião do Tejo’, Arlindo Consolado Marques”, que será o primeiro galardoado.


José António Almeida, que é também o director do Agrupamento de Escolas de Mação - local onde decorreu no dia 8 de Fevereiro a sessão da assembleia municipal, com a presença de dezenas de alunos - salientou “a luta em defesa do rio Tejo” de Arlindo Marques, guarda prisional de profissão. Para o eleito social-democrata, a comunidade deve “reconhecer o trabalho desenvolvido em prol das comunidades ribeirinhas, do ambiente, do rio Tejo e da cidadania”. O prémio, sublinhou, “não é pecuniário”: trata-se de “um prémio simbólico que será entregue numa cerimónia” formal.


O autarca social-democrata afirmou que ser um exemplo de cidadania é perceber o que se pode fazer pela comunidade e entregar-se a uma causa, “independentemente dos processos que possam mover” contra o cidadão.

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