Sociedade | 26-02-2018 07:36

Prisão preventiva para dois dos detidos que exploravam casas de prostituição

Prisão preventiva para dois dos detidos que exploravam casas de prostituição
Foto DR

Operação ocorreu em vários distritos incluindo o de Santarém.

O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa aplicou a prisão preventiva a dois dos três detidos que exploravam cerca de 20 casas de prostituição de norte a sul do país, indicou este domingo o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

O SEF realizou na quarta-feira, 21 de Fevereiro, uma operação que desmantelou uma rede criminosa suspeita de explorar cerca de duas dezenas de casas de prostituição em vários pontos do país, na qual deteve duas mulheres e um homem.

O SEF refere que o juiz de instrução criminal decretou a medida de coacção mais gravosa a dois dos arguidos: prisão preventiva para uma cidadã de nacionalidade estrangeira, alegada líder da organização criminosa, e para um cidadão português.

A outra detida, uma mulher portuguesa, saiu em liberdade, depois de presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

A operação, que decorreu na quarta-feira, foi efectuada nas localidades de Caldas da Rainha, Cadaval, Santarém, Leiria, Ourém, Nazaré, Évora, Quarteira e Faro, com vista ao cumprimento de 24 mandados judiciais, emitidos no decurso de investigação, dos crimes de tráfico de seres humanos para exploração sexual, auxílio à imigração ilegal, lenocínio e branqueamento de capitais.

“A operação visou o desmantelamento de uma organização liderada por uma cidadã de nacionalidade estrangeira que teria a seu cargo a gestão de cerca de duas dezenas de locais de prostituição de norte a sul do país”, referiu o SEF, em comunicado divulgado na semana passada

Foram realizadas três detenções, sete buscas a domicílios, uma busca a escritório, uma busca a estabelecimento comercial e buscas e apreensão de viaturas.

Os detidos, dois de nacionalidade portuguesa e um de nacionalidade estrangeira, têm idades entre os 30 e os 60 anos.

A investigação, sob a direcção do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), teve origem numa denúncia telefónica que identificava uma organização criminosa que se dedicaria ao tráfico de mulheres e “obrigavam as mesmas a praticar a prostituição e a fazer sexo sem preservativo”, referindo ainda que estas mulheres eram mantidas em "cativeiro", "passavam fome" e eram "espancadas e violadas".

“Em resultado das diligências de investigação foi desenvolvida esta acção policial que permitiu desmantelar a actividade dos principais suspeitos e sinalizar uma vítima de tráfico de pessoas para fins de exploração sexual”, acrescentava a nota.

Segundo o SEF, as buscas levaram à apreensão de várias provas, destacando-se a “elevada quantidade de ouro apreendido numa das casas, bem como a apreensão de centenas de milhares de euros em cheques passados ao portador, duas viaturas recentemente adquiridas pelos suspeitos, diversos extractos bancários, agendas, material informático, documentação vária e outro material que relacionam os suspeitos com a actividade criminosa”.

Na operação foram identificadas 36 pessoas, 30 das quais de nacionalidade estrangeira e as restantes de nacionalidade portuguesa.

“Foi ainda efectuada uma detenção em flagrante delito de uma cidadã estrangeira em situação irregular em território nacional e notificadas mais quatro para abandono de território nacional”, indicava o comunicado.

Mais Notícias

    A carregar...

    Edição Semanal

    Edição nº 1380
    05-12-2018
    Capa Vale Tejo
    Edição nº 1380
    05-12-2018
    Capa Médio Tejo