Sociedade | 07-03-2018 19:09

Pouco peixe do Tejo no Mês do Sável em Vila Franca de Xira

Pouco peixe do Tejo no Mês do Sável em Vila Franca de Xira
Marco Guerra praticamente nasceu pescador

Pescadores queixam-se que a poluição afasta algumas espécies que habitualmente povoam o rio e, por isso, não conseguem dar resposta à procura dos restaurantes.

Em Março o sável é rei em Vila Franca de Xira. Espalhados por todo o concelho, 27 restaurantes servem um prato confeccionado com este peixe exclusivo desta época do ano. E já que o festival gastronómico “Março, Mês do Sável” homenageia uma tradição gastronómica e cultural que decorre da ancestral relação das pessoas desse concelho com o rio Tejo, O MIRANTE foi saber junto de quem ainda vive da pesca o que mudou nos últimos anos.


Marco Guerra, de 38 anos, praticamente nasceu pescador. Herdou o ofício dos avós e dos pais e afirma que lhe “corre no sangue a arte de pescar”. No que ao sável diz respeito, admite que “nos últimos anos o balanço tem sido negativo”. Marco queixa-se da poluição no rio Tejo que afasta o peixe. “O sável é um peixe que se sentir alguma poluição já não entra. Ele volta para o mar e procura água limpa noutro rio”, explica.


O pescador confidencia-nos que devido à poluição “houve uma altura em que quase não conseguia ganhar para comer”. Apesar de aparecer em pouca quantidade, o pescador natural de Vila Franca de Xira afirma que o sável do Tejo é o melhor de todos. “O nosso sável é o mais saboroso que há. É da cor da prata, maior e muito mais saboroso. É um peixe lindo”, concluiu.

Reportagem completa na edição semanal de O MIRANTE

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