Sociedade | 16-03-2018 11:04

Automobilistas ignoram proibição de circulação entre Minde e Serra de Santo António

Automobilistas ignoram proibição de circulação entre Minde e Serra de Santo António
Foto O MIRANTE

Automobilistas retiram barreiras que impedem a circulação para não terem que fazer um desvio de mais alguns quilómetros. Município de Alcanena não se responsabiliza caso haja acidentes.

A estrada municipal que liga Minde à Serra de Santo António foi encerrada ao trânsito em Janeiro pela Câmara de Alcanena, por não oferecer condições de segurança, mas a população tem removido as barreiras e continua a passar. A proposta de encerramento da via foi aprovada por unanimidade em reunião de câmara, tal como o MIRANTE deu conta na edição de 17 de Janeiro de 2018.


Na altura, a presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira (PS), explicou que ia ser colocada sinalização vertical a informar do encerramento da estrada e as barreiras seriam de cimento para que não pudessem ser removidas. Acrescentou que a estrada ia ser avaliada para se perceber se a intervenção prevista será só ao nível do piso ou se terá de se fazer obras de contenção das barreiras. A autarca considerou que a perigosidade da estrada justificava o seu encerramento, até que seja reparada, e que os transtornos causados serão menores do que eventuais acidentes.


Apesar da colocação de barreiras de cimento e de sinalização vertical colocada, alguns automobilistas continuam a remover os obstáculos e a circular na estrada. A câmara já recolocou as barreiras por três vezes e, no dia 12 de Março, o vereador com o pelouro das obras na Câmara de Alcanena, Luís Pires, disse a O MIRANTE que a câmara não volta a colocar as barreiras se estas forem removidas pelos populares e não assume qualquer responsabilidade se acontecer algum acidente troço com cerca de seis quilómetros.

Utilizadores dizem que estrada é segura
Abílio Martins, 90 anos, morador em Minde e um dos utilizadores daquela estrada, contou a O MIRANTE que a via não representa qualquer perigo para quem lá passe, desde que se respeitem os limites de velocidade. Acrescenta ainda que as barreiras não representam perigo de derrocada e que a câmara não deveria encerrar a estrada, mas sim reparar o pavimento.


José Pires, morador em Minde, afirma que se as pessoas circularem com prudência na estrada não há necessidade de a encerrar, pois é uma via essencial para a população da Serra de Santo António e de Minde, já que a alternativa para ligar as duas freguesias representa mais do dobro dos quilómetros.


Abílio e José lembram que a estrada foi construída com o esforço das populações de Minde e de Serra de Santo António e com a ajuda da Engenharia Militar. O grande impulsionador da obra foi Carlos Fontes de Carvalho, presidente da Junta de Minde na década de 1980, já falecido.


A estrada foi alcatroada pela Câmara de Alcanena e aberta ao trânsito em 1992. Desde então nunca mais foi intervencionada e o alcatrão tem vindo a desgastar-se e os buracos na estrada provocam alguns constrangimentos e acidentes a quem passa na via com menos cuidado, sobretudo em dias de chuva, nevoeiro e gelo.

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