Sociedade | 01-04-2018 10:06

Provedor do munícipe do Cartaxo quer pôr os cidadãos a pensar

Provedor do munícipe do Cartaxo quer pôr os cidadãos a pensar
Foto O MIRANTE

Carlos Galelo considera que há um défice de educação para a cidadania e vai organizar sessões que promovam a reflexão e debate.

O primeiro provedor do munícipe do Cartaxo diz que o seu principal objectivo é pôr a população do concelho a pensar. Carlos Galelo diz que uma das medidas que irá tomar será organizar sessões para falar sobre cidadania tanto nas escolas como nas juntas de freguesia. “Existe um claro défice da educação para a cidadania e por isso temos de intervir, sobretudo nas camadas mais jovens, nas escolas. Só nessa altura os políticos mudarão”, referiu a O MIRANTE dias depois da sua tomada de posse, que ocorreu no dia 21 de Março, nos Paços do Concelho do Cartaxo.
A residir no Cartaxo há 40 anos, Carlos Galelo não tem dúvidas que o facto de ter sido professor durante 35 anos e de ter exercido advocacia durante 25 anos são ferramentas úteis para o exercício do cargo. Ainda assim, reconhece, “tenho um ‘handicap’ de não ter conhecimento concreto de como funcionam os diferentes órgãos do município em relação aos quais vou ter certamente de me pronunciar, mas com o tempo espero entender e fazer alguma coisa de bom pelo município”.
Sem saber se, para já, a sua intervenção irá ajudar a resolver alguma situação em concreto, o reformado de 65 anos apenas garante que tudo será feito da melhor forma e com toda a transparência. “Não estou aqui para julgar nem o executivo, nem as juntas de freguesia nem qualquer empresa municipal. Estou aqui para dar voz aos cidadãos. Agora, se o assunto não for viável também serei o primeiro a indeferir”, diz.
Já com meia dúzia de queixas em mãos, Carlos Galelo acredita que esta não era apenas uma necessidade da população e das empresas do concelho, mas também da própria autarquia. É que, afirma, com a descentralização administrativa esta figura passou a fazer cada vez mais sentido.
Carlos Galelo diz que o convite surgiu muito inesperadamente, de tal forma que não aceitou de imediato. “Estava no meu escritório quando me contactaram da câmara para uma reunião com o presidente do município, Pedro Ribeiro. Foi nesse encontro que me convidaram para o cargo, mas na altura não aceitei logo porque quis falar primeiro com a minha família, que me apoiou desde logo”, conta.

Da pedagogia à advocacia
Carlos Galelo nasceu na freguesia de Nogueira, concelho de Bragança. Oriundo de uma família humilde, desde cedo fez questão de ajudar os pais trabalhando no campo. Com 14 anos, decidiu prosseguir os estudos, tendo frequentado o curso comercial na Escola Industrial e Comercial de Bragança e a secção comercial para ingresso nos Institutos Comerciais, actuais Escolas Superiores de Contabilidade e Administração, em Lisboa. Ainda esteve empregado num escritório em Bragança até ir cumprir, em 1973, o serviço militar. Regressado à vida civil em 1975, ingressou na Escola do Magistério Primário de Bragança, hoje Escola Superior de Educação, no curso de professores do 1.º ciclo do ensino básico.
A primeira colocação como professor foi numa pequena localidade junto a Moita do Ribatejo e no ano seguinte foi colocado em Arcena (Alverca), cidade onde foi viver após se casar. Foi nessa altura que leccionou na tele.escola em Vialonga e matriculou-se no curso de Direito a Universidade Clássica de Lisboa. Já a residir no Cartaxo, leccionou em várias escolas secundárias da região e iniciou o exercício da advocacia. Reformou-se em 2013 como professor secundário e em 2017 como advogado.

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