Sociedade | 17-04-2018 15:32

Buscas na RTP por causa de programa de Moita Flores

Buscas na RTP por causa de programa de Moita Flores
Foto O MIRANTE

Em causa está um patrocínio da empresa municipal Águas de Santarém ao programa da RTP ‘Justiça Cega’ onde Moita Flores era comentador. O escritor era na altura também presidente da Câmara de Santarém e da Águas de Santarém.

As instalações da RTP em Lisboa foram esta terça-feira, 17 de Abril, alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária (PJ), confirmou à Lusa fonte oficial da empresa. “Confirma-se a realização de buscas no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] de Évora”, disse posteriormente fonte oficial da Procuradoria-Geral da República, não adiantando mais detalhes sobre a operação.


Segundo fonte ligada ao processo, as buscas decorreram no âmbito de uma investigação que remonta ao ano de 2012 e que dizem respeito a um patrocínio da empresa municipal Águas de Santarém ao programa da RTP ‘Justiça Cega’ onde Moita Flores era comentador. Moita Flores era na altura também presidente da Câmara de Santarém e da Águas de Santarém.


O assunto foi noticiado por O MIRANTE em 21 de Agosto de 2014. A RTP facturou à empresa Águas de Santarém, exclusivamente detida pela Câmara de Santarém, as transmissões em directo do programa Justiça Cega a partir de Santarém e da Figueira da Foz, num total de mais de 12 mil euros.


A estranheza do envolvimento da empresa já tinha sido levantada numa reunião de câmara mas nunca se soube bem os contornos do negócio que envolvia Francisco Moita Flores, que foi presidente da Câmara de Santarém e que por inerência de funções presidia também à empresa municipal. Na altura, a RTP, através de uma empresa de consultoria, foi parca em explicações.


O MIRANTE teve acesso às facturas referentes às duas transmissões que curiosamente foram emitidas no mesmo dia, 20 de Agosto de 2012. Cerca de dois meses antes de Moita Flores ter renunciado ao cargo de presidente da câmara, após um período em que suspendeu as funções alegando razões de saúde.

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