Sociedade | 22-04-2018 12:33

Inércia deixa mouchão da Póvoa quase irrecuperável

Inércia deixa mouchão da Póvoa quase irrecuperável
Foto arquivo O MIRANTE

Obras urgentes prometidas pelo Ministério do Ambiente estão por arrancar há um ano. Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira não poupa nas críticas.

Já passou praticamente um ano desde que o Ministério do Ambiente anunciou a necessidade de realizar obras “urgentes” de contenção do dique para impedir que o mouchão da Póvoa, uma importante reserva natural da Póvoa de Santa Iria, fosse submerso pelas águas do Tejo. As obras, que a tutela dizia aos deputados estarem prontas até Outubro último, e depois até Fevereiro deste ano, ainda nem sequer começaram. O mouchão está hoje praticamente submerso, engolido pelo caudal elevado provocado pelas recentes chuvas fortes e as descargas das barragens. Está a afundar-se desde Maio de 2016, data em que o rombo num dos diques de contenção foi descoberto.

Vários ambientalistas já vieram admitir que a ilha, situada na Reserva Natural do Estuário do Tejo, pode estar perdida mesmo depois das obras prometidas pelo governo. O concurso público está ainda a aguardar visto do Tribunal de Contas. Empreitada que vai ser paga pelo Fundo Ambiental e que se estima poder vir a rondar o meio milhão de euros.

Na última sessão Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, realizada na última semana, o assunto foi tema de discussão por iniciativa de António Martins, da bancada do CDS-PP, que expressou a sua preocupação sobre o tema e lembrou a necessidade das obras avançarem. Alberto Mesquita (PS), presidente do município vilafranquense, não escondeu a sua consternação pelo estado em que a ilha se encontra e lamentou a inércia das diferentes entidades perante o problema.

* Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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