Sociedade | 04-05-2018 11:29

Companhias de teatro de Vila Franca de Xira recebem apoio para três anos

Cegada e Inestética vão pela primeira vez na última década receber um apoio municipal sustentado no tempo para lhes permitir investir em programação regular e cimentar candidaturas à Direcção Geral das Artes.

As companhias de teatro profissional Cegada, de Alverca, e Inestética, do Sobralinho, vão receber do município de Vila Franca de Xira um apoio regular para os próximos três anos – 2018, 2019 e 2020. É a primeira vez, na última década, que o município assume um compromisso de apoio a três anos com estas estruturas culturais, esperando vir a poder imprimir “estabilidade” e “serenidade” na programação cultural e na apresentação de candidaturas por parte destas entidades à Direcção Geral das Artes.
Os dois contratos-programa foram aprovados por unanimidade na reunião de câmara de 18 Abril e tiveram em conta o carácter diferenciador das duas companhias, incluindo a sua dinâmica, número de actividades realizadas e os diferentes projectos artísticos. A companhia Cegada, de Alverca, vai receber um apoio financeiro anual de 36.050 euros, sendo também considerado no contrato-programa a cedência de equipamentos municipais e a impressão de materiais gráficos. Com as mesmas tipologias de apoio ficou a Inestética, que irá receber um apoio financeiro anual de 30.600 euros.
Depois de vários anos de tensão entre o município e as companhias profissionais de teatro, sobretudo na disparidade e regularidade dos apoios financeiros, Vila Franca de Xira parece finalmente ter encontrado um clima de paz, no entender do presidente do município, Alberto Mesquita (PS).
“Foi possível, com muita tranquilidade, encontrar uma solução equitativa e justa tendo em conta os condicionamentos financeiros da câmara. Temos feito um esforço grande para que a população tenha acesso à cultura e por isso temos sempre apoiado os agentes criadores do concelho. Nunca deixámos de apoiar e vamos continuar a fazê-lo”, afirmou.
Já Manuela Ralha, vereadora com o pelouro da cultura e que é considerada como a mola impulsionadora desta solução, manifestou-se satisfeita pela forma como decorreram as reuniões preparatórias com as duas companhias e com a solução encontrada. “Estes contratos vêm dar uma serenidade no trabalho que de outra forma não teriam”, afirmou.

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