Sociedade | 07-05-2018 08:08

Acusados de homicídio de taxista do Entroncamento conhecem hoje decisão

Ministério Público pede uma pena “exemplar” perante as condutas “muito violentas” e a “grande frieza” demonstradas.

Os dois homens acusados do homicídio de um taxista do Entroncamento conhecem hoje a decisão do Tribunal de Santarém, tendo o Ministério Público pedido uma pena “exemplar” perante as condutas “muito violentas” e a “grande frieza” demonstradas.

Américo Lopes e Luís Peixoto, ambos com 56 anos, presos preventivamente há um ano, são acusados, além da prática dos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver, sequestro e roubo qualificado cometidos sobre o taxista, de crimes de sequestro e roubo qualificado, na forma consumada, sobre uma mulher.

Luís Peixoto responde também pelo crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência e por condução sem habilitação legal e Américo Lopes por extorsão na forma tentada sobre uma advogada de Almeirim e sequestro e furto qualificado na forma tentada sobre a mulher que conseguiu fugir no estacionamento de uma grande superfície em Torres Novas.

A procuradora do Ministério Público considerou ter ficado provado durante o julgamento que a morte de António Pedro, ocorrida na noite de 01 de maio de 2017, no culminar de uma série de crimes que incluíram sequestro e roubo qualificado, foi premeditada e resultou da acção de ambos os arguidos.

“Foram condutas perpetradas com grande sangue frio, todas muito violentas, que culminaram com a perda de uma vida”, declarou, pedindo ao colectivo de juízas que a pena de prisão a aplicar “seja exemplar”.

Américo Lopes assumiu, no seu depoimento, ter sido o autor das facadas no peito e no pescoço de António Pedro, mas afirmou que o outro arguido “puxou” com ele a meia de vidro que terá asfixiado antes a vítima e que agiram sempre "em conjunto".

O arguido disse ao tribunal não “encontrar justificação” para o que fez, assumindo que esteve preso várias vezes por roubo, mas que nunca tinha feito “mal a ninguém”, pedindo desculpa às vítimas e à viúva de António Pedro.

Apesar da insistência do mandatário, o outro arguido não quis prestar declarações, tendo o advogado procurado demonstrar que a liderança em todos os casos de que estão acusados foi assumida por Américo Lopes e que, ao contrário deste, Luís Peixoto não tem antecedentes criminais e colaborou sempre com as autoridades.

Para o advogado, não foram também conclusivos os depoimentos e as perícias efectuadas sobre a alegada violação, por Luís Peixoto, da mulher que ambos sequestraram, na noite de 27 de Abril de 2017, no estacionamento do Hospital de Torres Novas e à qual deram três comprimidos para dormir depois de feitos vários levantamentos de dinheiro com o seu cartão Multibanco.

Contudo, Américo Lopes reafirmou ao tribunal a acusação que já havia proferido na fase de inquérito, relatando a forma como terá ocorrido a violação, tendo igualmente o Ministério Público considerado que os vestígios encontrados confirmam esta versão.

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