Sociedade | 18-05-2018 15:09

Diferenciação entre ensinos politécnico e universitário deve ser crescentemente clarificada

Diferenciação entre ensinos politécnico e universitário deve ser crescentemente clarificada
António Fernandes (segundo à esquerda) com a sua equipa durante a cerimónia de tomada de posse

António Fernandes é o novo presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco e tomou posse na semana passada.

António Fernandes é o novo presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB). A cerimónia de tomada de posse decorreu na tarde de quinta-feira, 10 de Maio, no auditório Comenius do IPCB. António Fernandes foi vice-presidente de Carlos Maia, que terminou agora um ciclo de nove anos à frente do instituto. Tomaram ainda posse como vice-presidentes Nuno Castela e Luís Andrade. Maria Eduarda Rodrigues mantém as funções como administradora do IPCB e administradora dos serviços de Acção Social.
O novo presidente considera que a diferenciação entre o ensino politécnico e universitário deve ser crescentemente clarificada. “Ambos têm um papel decisivo no desenvolvimento social, económico e cultural das regiões e do país, mas o seu impacto depende muito da sua diferenciação e especialização relativa, com o ensino politécnico a orientar-se para o desenvolvimento das profissões. Defendo, por isso, uma intervenção forte do IPCB tendencialmente especializada em algumas áreas e, simultaneamente, generalista nas áreas do saber em que ao longo dos 37 anos de existência formou muito perto de 20 mil diplomados”, sublinhou.
Durante o seu discurso, António Fernandes referiu ter a firme convicção que o IPCB “caminha para uma instituição mais preparada para competir e vencer num mundo em constante mudança, evoluindo para uma instituição mais forte e mais interventiva dando um contributo determinante ao desenvolvimento social, cultural e económico da região e do país”, realçou.
O programa de acção do novo presidente e da sua equipa para os próximos quatro anos – intitulado “Ousar evoluir. Nova dinâmica” - é um programa de inclusão, que possui ambição e estratégia. António Fernandes explicou que um dos pontos do seu programa de acção é a sustentabilidade demográfica e destacou que a tendência de redução demográfica da região Centro, e particularmente no interior da região, terá consequências muito relevantes e preocupantes relativamente aos estudantes que ingressarão no ensino superior nos próximos anos. “No caso do IPCB, cerca de metade dos novos estudantes é oriunda desta região, o que torna o tema da sustentação demográfica institucional algo central na definição da estratégia”, disse.
Outro ponto preocupante para o novo presidente é a sustentabilidade financeira uma vez que, refere, actualmente 92 por cento do orçamento total do IPCB é usado no pagamento de salários. “Perante este quadro, difícil, urge reclamar modelos de financiamento mais adequados e justos para as instituições de ensino superior, principalmente as que sofrem da interioridade, com todos os condicionalismos conhecidos mas que têm um papel positivo absolutamente determinante na vida das regiões onde estão inseridas”, concluiu António Fernandes.

Número de alunos tem aumentado desde 2013

Na hora da despedida, Carlos Maia agradeceu individualmente a presença de todos os colegas e amigos presentes. O presidente cessante disse que o reconhecimento externo do IPCB se deve ao trabalho dos professores, trabalhadores não docentes e estudantes. “Quero dar uma palavra de gratidão a toda a instituição pela compreensão manifestada quando foi necessário implementar medidas de forte contenção”, agradeceu.
Carlos Maia recordou que o IPCB tem alunos de todos os distritos de Portugal e também das ilhas, assim como alunos de 38 nacionalidades e de quatro continentes. “Inicializamos uma estratégia de internacionalização há uns anos que tem produzido resultados satisfatórios. Desde 2013 temos aumentado o número de alunos todos os anos”, referiu.
O presidente cessante sublinhou que os alunos são a razão da existência do IPCB e que é muito gratificante perceber que aderem às iniciativas da instituição. E considera que os desafios que aí vêm são estimulantes. “O António Fernandes vai liderar uma instituição que, a par da Universidade da Beira Interior, são as únicas instituições que conseguem atrair jovens para a nossa região e isso é de um valor incalculável, que tem impactos económicos na nossa região”, frisou.
O presidente do Conselho Geral do IPCB, Vítor Santos, elogiou o trabalho desenvolvido por Carlos Maia e os contributos decisivos que este deu para o reforço e consolidação do IPCB durante um período difícil, de pós-crise económica e financeira.
Os elogios estenderam-se também ao novo presidente, António Fernandes. “Os desafios são muitos, diversificados e de natureza estrutural. É preciso ser capaz de transformar ameaças em oportunidades. No entanto, sabemos que estamos perante o protagonista certo para os desafios que aí vêm; pelo conhecimento dos dossiês, pela visão estratégica, capacidade empreendedora e de decisão, elevada predisposição para o diálogo e gerador de consensos”, realçou.

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