Sociedade | 21-05-2018 12:27

Subsídio aos Forcados de Coruche gera discussão

Em causa está o valor do subsídio – no valor de 7.944,67 euros – para fazerem face às despesas com as actividades realizadas durante a época 2017/2018.

O subsídio que a Câmara de Coruche vai disponibilizar ao Forcados Amadores de Coruche gerou polémica na última reunião do executivo municipal. Em causa está o valor do subsídio – no valor de 7.944,67 euros – para fazerem face às despesas com as actividades realizadas durante a época 2017/2018 e o pagamento das apólices de seguro de acidentes pessoais dos 33 forcados.

O assunto foi levantado pelo vereador Valter Peseiro (CDU), referindo que o valor é demasiado elevado em relação aos subsídios dados a outras colectividades do concelho. “Nós não estamos contra este apoio, queremos é perceber a discrepância de valores entre associações”, explicou o autarca.

Segundo o presidente do município, Francisco Oliveira (PS), todas as colectividades recebem subsídios para fazer face às despesas com as actividades. Este grupo, explica, ao mostrar as tradições tauromáquicas de Coruche no país e no estrangeiro, merece o apoio do município. E o mesmo acontece com as apólices de seguro. “Elas são fundamentais para aos forcados poderem proceder às suas actividades e, fazerem face aquilo que são os acidentes que vão surgindo”, adianta o autarca, dizendo que o seu valor elevado deve-se ao risco a que os forcados estão sujeitos.

O mesmo defendeu a vereadora da câmara, Liliana Pinto (PSD). Segundo a social-democrata, ainda existe um preconceito na hora de dar um subsídio aos forcados. “Nós fartámo-nos de dar apoios às colectividades e quando chega o momento dos Forcados Amadores de Coruche pedirem, parece que se levanta aqui uma dúvida quanto à pertinência do subsídio”, disse a vereadora referindo que mais que uma simples colectividade, o grupo representa “algo genuíno do concelho e deve ser reconhecido como tal”.

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