Sociedade | 22-05-2018 17:35

Cursos do Centro de Emprego de VFX precisam de novo fôlego

Cursos do Centro de Emprego de VFX precisam de novo fôlego
Foto DR

Serviço tem inscritas actualmente 3.845 pessoas sem trabalho.

Não vale a pena ocupar as pessoas desempregadas em cursos de formação profissional que depois não sirvam as reais necessidades das empresas do concelho e que as deixem novamente sem trabalho no fim do ciclo lectivo. Esta é a principal conclusão de uma reflexão promovida na última semana pelo executivo da Câmara de Vila Franca de Xira a propósito da aprovação da proposta de representação do município no Conselho Consultivo Local do Centro de Emprego e Formação Profissional de Vila Franca de Xira.


No concelho estão actualmente inscritas à procura de trabalho 3.845 pessoas. “É uma situação que nos preocupa e é preciso que se encontrem soluções de verdadeira empregabilidade dos cursos profissionais que são ministrados. Muitas vezes não correspondem às necessidades do concelho. Deve haver uma maior ligação entre as escolas, o tecido empresarial e os centros de emprego. Há empresas que precisam de gente qualificada e não têm”, lamentou Alberto Mesquita (PS), presidente do município.


O autarca nota que a relação entre os centros de emprego e as empresas é “essencial” para que se possa dar emprego a quem frequenta os cursos profissionais e destacou o “bom exemplo” da Escola Secundária Gago Coutinho, em Alverca, que consegue empregar “praticamente a cem por cento” os alunos dos seus cursos de mecânica. “O exemplo da Gago Coutinho até pode ser aproveitado e usado noutros concelhos”, frisou.


Já o vereador Nuno Libório (CDU) considera que o número de desempregados no concelho continua a ser “preocupante” e que a precariedade do trabalho continua a atingir sobretudo os mais jovens. “Continuamos a viver um momento de destruição do ciclo produtivo”, lamentou.


Os conselhos consultivos locais dos centros de emprego são estruturas que reúnem uma vez por trimestre e onde estão representados oito responsáveis da administração pública, incluindo o director do centro de emprego. Têm como competência apreciar e emitir pareceres sobre o plano anual de actividades do centro, bem como do seu orçamento e relatório anual de actividades, acompanhando ao mesmo tempo a actividade do centro emitindo pareceres sobre a actividade formativa e as saídas profissionais.

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