Sociedade | 14-06-2018 11:12

AIP aprovou contas de 2017 e apresentou projectos inovadores para os próximos anos

AIP aprovou contas de 2017 e apresentou projectos inovadores para os próximos anos
Recriação histórica. Visita ao edifício onde foi a primeira sede da AIP. D. Maria I outorgou o alvará de constituição da AIP há 180 anos. O cortejo foi do Terreiro do Paço até ao Aljube.

Leilões para que as empresas tenham energia mais barata, e um projecto com grandes grupos empresariais para facilitar a internacionalização das pequenas e médias empresas, são duas das grandes iniciativas da AIP para os próximos anos.

A assembleia-geral da Associação Industrial Portuguesa-Câmara de Comércio e Indústria (AIP/CCI) aprovou por unanimidade o relatório e contas do exercício de 2017 assim como a aplicação dos resultados. Numa ordem de trabalhos apenas com três pontos os associados votaram ainda reconhecimento à Comissão Executiva e restantes órgãos sociais assim como aos colaboradores que contribuíram para o desenvolvimento da associação.

O presidente da direcção, José Eduardo Carvalho, falou aos associados das actividades da associação ao longo do ano e salientou a aposta da direcção na criação de novos serviços a prestar aos associados, de forma a tornar a associação mais independente e autónoma. "Vamos apostar nos serviços relacionados com o licenciamento industrial, com a certificação de origem, e a consultadoria em geral ao abrigo de vários projectos. Reconhecemos que estamos a entrar em áreas de alguns parceiros, mas não podemos ficar parados" , justificou. Anunciou ainda, neste capítulo, que a actual direcção comercial da AIP fez com que os negócios tivesse crescido cerca de 250% no ano de 2017.

"A associação nunca fez cobranças difíceis, ou seja, nunca foi atrás dos devedores antigos". José Eduardo Carvalho anunciou que a postura agora é diferente e que já se iniciaram, com os advogados da associação, e não só, os procedimentos necessários a cobrarem os valores em dívida para com a associação. "A prova de que subimos na escala de valores do trabalho associativo está no número de empresas com quem trabalhamos e fizemos caminho juntos. Ao longo de 2017 organizamos iniciativas que envolveram cerca de quatro mil empresas que, por sua vez, foram responsáveis pelo envolvimento de cerca de 8 mil quadros", referiu.

"Entre 2011 e 2017 a AIP somou mais 2. 700 associados que reforçaram o estatuto associativo em todo o país mas com mais incidência na região centro (42 %) e no Alentejo (28%)". Para José Eduardo Carvalho a falha dos serviços e da direcção continua a ser a mobilização de novos associados na área da Grande Lisboa.

Dos grandes projectos que a direcção da AIP tem em desenvolvimento falou-se ainda do E.util, uma plataforma de leilões que promete revolucionar o mercado em algumas áreas de serviços. Já começaram os leilões online na área da energia e José Eduardo Carvalho diz que está satisfeito com os resultados. "Estamos ainda numa fase experimental mas a aderência é muito boa", confessou.

Outro projecto para avançar a curto prazo é uma iniciativa que envolve empresas como as do grupos EDP, Mota Engil, Tekever, SONAE e Grupo Pestana, que pretende promover o crescimento das exportações e internacionalização das PME portuguesas através da cooperação. José Eduardo Carvalho manifestou grande esperança neste projecto e em tudo o que pode fazer pela economia ao nível das empresas que não têm capacidade para irem sozinhas para o mercado internacional.

As missões empresariais, as visitas às empresas, os Encontros da Junqueira foram, entre outras, actividades da associação que o presidente da AIP refutou de importantes no trabalho da direcção e no bom desempenho da associação durante o ano de 2017.

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