Sociedade | 07-07-2018 10:16

Autarcas preocupados com perda de financiamento do Colégio Infante Santo

A perda de financiamento às turmas do 5º e 7º anos está a preocupar autarcas e encarregados de educação.

A perda de financiamento do Ministério da Educação às turmas do 5º e 7º anos de escolaridade do Colégio Infante Santo, situado na freguesia de Tremês, está a preocupar autarcas e encarregados de educação pelas consequências negativas que isso pode ter para muitos alunos e respectivos agregados familiares. Na última sessão da Assembleia Municipal de Santarém, o presidente da União de Freguesias de Tremês e Azóia de Cima, Luís Mena Esteves, apelou à Câmara de Santarém que faça tudo para que pelo menos o quinto ano não seja afectado e tenha financiamento do Estado.

O autarca explicou que nas empresas de Tremês trabalham muitos pais que têm os seus filhos a estudar nesse estabelecimento de ensino e que, caso deixem de ter essa possibilidade, terão de ser obrigados a transferi-los para uma das escolas públicas mais próximas, em Alcanede, Pernes ou Santarém, a uma dúzia de quilómetros. Luís Mena Esteves falou da escassez de transportes públicos a servir aquela zona e referiu que “as crianças sentem-se lá bem” e “os pais também se sentem seguros”.

Também a deputada Patrícia Fonseca (CDS) sublinhou que há famílias com os filhos a estudar no Colégio Infante Santo que não têm condições para pagar mensalidade e que é preciso garantir uma oferta compatível em termos de horários e de transportes, tendo em conta a situação laboral de muitos pais, pedindo à Cãmara de Santarém para ter em conta essas realidades.
O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), disse que vai haver uma reunião com o Ministério da Educação onde esssas questões serão colocadas, esperando ter mais respostas depois disso.

O Colégio Infante Santo, com 19 anos de vida, ficou excluído da “área geográfica carenciada de rede pública escolar” definida no despacho da secretária de Estado adjunta e da Educação, datado de 15 de Junho. O que significa que se arrisca a não ter novo contrato de associação com o Ministério da Educação para financiamento de turmas nos próximos três anos.

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