Sociedade | 01-08-2018 18:00

Distrito de Santarém reforça meios de combate a incêndios

No distrito de Santarém ocorreram já este ano 357 fogos que consumiram 93 hectares de área florestal.

Os meios de combate a incêndios no distrito de Santarém vão ser reforçados com mais cinco brigadas e oito equipas de combate no território onde, até domingo, os concelhos de Mação, Abrantes e Sardoal continuam em risco elevado.

No distrito de Santarém, que desde hoje se encontra em “alerta laranja” em termos de risco de incêndios, vai ser feito, até domingo, 5 de Agosto, “o pré-posicionamento de cinco brigadas de combate a incêndios em locais estratégicos” e um reforço de efectivos de “oito equipas de combate a incêndios”, o que aumentará o dispositivo de combate a incêndios em “mais 40 homens”, divulgou o comandante de operações de socorro, Mário Silvestre.

Num encontro com a comunicação social, realizado hoje nas instalações do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Santarém, localizadas em Almeirim, Mário Silvestre adiantou ainda que irá ser feito “o lançamento de patrulhas militares no terreno para cobrirem as zonas de maior risco” e fazerem “uma maior identificação de casos potencialmente perigosos”.

Entre os pontos de maior preocupação, no que respeita ao risco de incêndio, o comandante apontou “o interior norte do distrito”, salvaguardando que, apesar dos grandes incêndios registados o ano passado, os concelhos de Mação, Abrantes e Sardoal “continuam a ser zonas preocupantes”.

Qualquer um dos concelhos “continua a ter ainda uma mancha verde muito significativa” e a ser “um foco de muita atenção” no distrito onde o CDOS, a GNR e o Exército estão a coordenar meios para a colocação de brigadas nos locais onde o risco de incêndio seja mais previsível.

Já as cinco brigadas pré-posicionadas que irão estar no terreno incluirão “dois veículos de combate e um veículo tanque, estrategicamente posicionados ao longo do distrito, garantindo uma malha de cobertura e um músculo mais significativo” em caso de fogo.

O reforço visa responder “ao previsível aumento do risco de incêndio rural” no distrito onde, entre hoje e domingo, as temperaturas máximas previstas chegam aos 45 graus e as mínimas não deverão descer dos 25 graus, segundo as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia.

Uma condição de “severidade meteorológica” que levou as autoridades a decretar “tolerância zero” no uso de fogo e o comandante distrital a alertar para o risco de comportamentos menos correctos.

“O que foi limpo está limpo, o que não foi não deve ser limpo agora”, vincou, apelando à população para “não fazer queimadas, limpezas nem nenhuma acção que possa aumentar o risco de incêndio".

No encontro com a comunicação social, o comandante distrital alertou ainda para os perigos das altas temperaturas previstas até domingo, que “podem causar problemas aos idosos, sobretudo se forem doentes crónicos”.

Quer para estes, quer para a população em geral, o CDOS divulgou uma lista de conselhos que passam pela ingestão de líquidos (em especial água e sumos naturais), fazer refeições leves, vestir roupas leves e frescas e evitar saídas ou actividades físicas entre as horas de maior calor, ou seja, entre as 11:00 e as 17:00.

No distrito de Santarém ocorreram já este ano 357 fogos que consumiram 93 hectares de área florestal.

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