Sociedade | 11-08-2018 13:02

Bombeiros de Azambuja à espera do prometido novo quartel

Bombeiros de Azambuja à espera do prometido novo quartel

Instalações com 40 anos já são exíguas para as necessidades da corporação.

O novo quartel para os Bombeiros Voluntários de Azambuja é necessário, urgente, mas é também uma promessa antiga que tem tardado a sair do papel. A opinião é de André Salema, presidente dessa associação humanitária. “Temos um parque de veículos deficitário e há constrangimentos diários para conseguirmos pôr os operacionais a dormir em camaratas”, diz André Salema, que assumiu funções em 2012, ano em que já estava prevista a cedência do terreno, pela Câmara de Azambuja e demais entidades envolvidas no Plano de Pormenor da Frente Urbana de Azambuja (PPFUA).
O dirigente explica que recentemente tiveram de fazer obras, com fundos próprios, para melhorar as condições nos balneários, que eram poucas ou nenhumas. Também foram renovados alguns dos colchões, mas por mais obras de requalificação que se façam não há para onde crescer.
André Salema lembra que a entrada de novos elementos “está em alta” e que vai ser cada vez mais difícil lidar com a falta de espaço, para bombeiros e viaturas. Em Janeiro de 2019, o comandante Ricardo Correia prevê que se juntem mais 25 bombeiros à corporação, actualmente formada por 47 elementos.
Segundo o responsável, a direcção já tentou por outras vias colmatar a demora na cedência do terreno. Foi apresentada uma candidatura a fundos comunitários do Portugal 2020 para ampliação do actual edifício, com aprovação da Autoridade Nacional de Protecção Civil, mas o POSEUR chumbou-o, tendo como base a legislação. “Não é suposto os quartéis estarem no centro das vilas, não há condições geográficas para a sua expansão”, afirma o dirigente. Situação que por si só provoca alguns constrangimentos à entrada e saída de viaturas em situação de emergência.

Aspiração antiga
A cedência de um terreno para a construção de um novo quartel para os Bombeiros de Azambuja está contemplada no FUA. A Quinta da Marquesa à saída da vila de Azambuja, com acesso privilegiado à EN3 é o local acordado pelas entidades envolvidas, em 2011.
Na última reunião de Câmara de Azambuja, Inês Louro, do Conselho Fiscal dos Bombeiros de Azambuja, questionou o presidente da câmara, Luís de Sousa, sobre a demora na cedência do terreno. O autarca disse que o assunto não estava esquecido, mas que não é assim tão urgente, visto a associação ter feito obras de melhoramento recentes.
A Câmara de Azambuja disse a
O MIRANTE, que “não se prevê a data de conclusão do plano de pormenor, tendo em conta que é um projecto que não depende unicamente do município”, não adiantando os motivos deste atraso.

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