Sociedade | 23-08-2018 16:33

Moradores da Chainça querem que mulher que matou o marido continue na prisão

Moradores da Chainça querem que mulher que matou o marido continue na prisão

Vizinhos não vêm com bons olhos a possibilidade da professora regressar a casa com pulseira electrónica e ficar a viver com os filhos.

Os moradores da Chainça, concelho de Abrantes, não vêm com bons olhos a possibilidade de Margarida Rolo, 43 anos, regressar a casa com a medida de coacção de prisão domiciliária, com pulseira electrónica, e ficar a viver com os filhos, após ter confessado à Polícia Judiciária ter matado o marido, José Duarte, com uma faca e um martelo. A professora está actualmente em prisão preventiva.

Os vizinhos não só consideram que a professora devia ficar em prisão preventiva, como mostram-se preocupados com os filhos de 9 e 13 anos que neste momento encontram-se com um familiar na casa onde ocorreu o crime.

Maurícia Rei, residente na Chainça, considera injusto a possibilidade de a suspeita de homicídio possa voltar para casa e ter a custódia dos filhos. “Ela não teve respeito pelos filhos e destruiu completamente o conceito de família. Por isso, considero que não está de todo em condições para tomar conta dos filhos”, defende.

Maria do Carmo Conceição é o eco do sentimento dos moradores sobre o caso. “Ela só deve ir para casa por causa dos filhos, porque se eles forem nesta altura para uma instituição não será nada fácil. O lugar dela é na prisão”, acredita a residente na Chainça.

Há 59 anos a residir na Chainça, António Bento conhecia bem a vítima por ter sido professor e ter dado explicações de matemática ao seu filho. Sobre a possibilidade de a suspeita passar para prisão domiciliária considera ser “uma decisão lastimável, mas esse é um mal menor. O pior será ela ficar a viver com os filhos na casa onde eles foram felizes com o pai de quem gostavam imenso”.

O crime ocorreu na noite de 16 de Agosto junto à piscina, na residência do casal. Após uma acesa discussão, Margarida Rolo atacou o marido com um martelo e uma faca de cozinha, tendo-lhe provocado vários golpes em zonas vitais, causadores da morte. Apesar das tentativas de manobra de reanimação, José Duarte acabou por falecer no local.

José Duarte era natural do Barreiro e professor de matemática na Escola Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes. Residia há 15 anos na Chainça, altura em que se casou com a mulher, e tinha dois filhos menores

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