Sociedade | 03-09-2018 08:39

Após duas medições ainda não se consegue avaliar ruído em loja de Benavente

Após duas medições ainda não se consegue avaliar ruído em loja de Benavente

Moradores queixam-se de barulho de jovens em espaço aberto 24 horas por dia.

As duas medições de ruído feitas de surpresa por técnicos da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) em habitações da Avenida Manuel Lopes de Almeida, em Benavente, junto a uma loja de máquinas automáticas que vende comidas e bebidas 24 horas por dia, foram inconclusivas e terão de ser repetidas. A informação foi avançada a O MIRANTE pelo presidente do município, Carlos Coutinho, à margem da última reunião pública de câmara.


Em causa estão queixas de moradores da zona por causa do ruído causado por jovens que se juntam no local a comer e beber, a altas horas da madrugada. “Continua a haver reclamações de um morador, houve uma primeira medição do ruído em casa da pessoa que reclama, mas as condições não eram as melhores para se chegar a uma conclusão. Houve mais uma medição, mas um ar condicionado sobrepunha-se às medições.

Ficou agendada uma outra que ainda se irá realizar”, explica o autarca.
A situação arrasta-se há meses e há relatos de barulho pela madrugada dentro, chegando a ser por volta das 5h00, inclusivamente durante a semana. A GNR já por várias vezes foi chamada ao local para dispersar os jovens. E esta ano já elaborou três autos relativos a distúrbios e agressões no local e o núcleo de investigação criminal já realizou naquela zona uma operação onde apreendeu droga. Em 2017 há registo de oito autos no estabelecimento, que abriu no final de 2016. Os residentes dizem que não estão contra a existência do negócio, apenas pedem que seja alterado o seu horário de funcionamento para não estar aberto 24 horas por dia.


“Nós temos a nossa convicção pessoal sobre esta situação mas é preciso fundamentos para não sermos surpreendidos com a outra parte”, refere o vereador Hélio Justino, que tem acompanhado a situação, realçando que após o relatório da CIMLT se pretende tomar uma decisão “que se quer justa”. O autarca já chegou a admitir que ambas as partes podem ter razão.

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