Sociedade | 03-09-2018 13:10

Moradores continuam apreensivos com central de betão em Alverca

Moradores continuam apreensivos com central de betão em Alverca
Isabel Carrasco, moradora do Casal das Areias, de Alverca, entregou na câmara no final do último ano um abaixo-assinado de 104 moradores do bairro

Tráfego de camiões tem-se intensificado nos últimos meses na zona apesar do funcionamento da central ainda não estar autorizado. Moradores desconfiam.

Alguns moradores do bairro do Casal das Areias, em Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, continuam apreensivos quanto ao futuro funcionamento de uma central de betão na zona e pedem ao município que esteja atento. Os habitantes estão a desconfiar do tráfego frequente de camiões na zona, sabendo-se que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ainda não licenciou a unidade. Anabela Silva, uma das moradoras, refere que circulam na zona camiões praticamente todas as semanas. Há quem tema que a central esteja a funcionar com actividade ainda reduzida. O município desconhece a situação, mas garante que a fiscalização municipal vai acompanhar a situação.

Já em Janeiro a fábrica testou novas peças de produção, que geraram fumo intenso na zona, o que alarmou os moradores. Tal aconteceu também sem que a APA se tivesse ainda pronunciado sobre a laboração da central. “O que queremos é que a central saia daqui ou não labore porque vai-nos causar um grande transtorno a todos, isto vai prejudicar imenso a nossa qualidade de vida”, lamenta a mesma moradora. Já em Janeiro outra residente, Isabel Carrasco, entregou na câmara um abaixo-assinado com 104 assinaturas pedindo ao município uma requalificação do bairro e que sejam medidos os impactos resultantes da laboração da central, temendo-se “poeiras, rebentamentos e tráfego intenso de camiões”.

O presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, recorde-se, resolveu avançar para o embargo da obra de construção da central há cerca de ano e meio devido a desconformidades encontradas face ao projecto uma vez que se suspeitava que a obra tinha gerado impactos numa linha de água adjacente. Ainda assim o autarca garantiu que era “uma questão de pormenor” e que a instalação era para avançar, ficando a aguardar a decisão da APA.

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