Sociedade | 08-09-2018 13:42

Passagem de camiões no centro de Samora Correia é problema por resolver há décadas

Passagem de camiões no centro de Samora Correia é problema por resolver há décadas

Políticos defendem a proibição da passagem mas há obstáculos ainda por ultrapassar.

Sempre que passam camiões na Avenida O Século, a principal artéria da cidade de Samora Correia, os incómodos fazem-se sentir a quem ali vive: casas a tremer, ruído excessivo, maus cheiros e fumos, a todas as horas do dia e da noite.

O problema é tão antigo que a fé outrora inabalável dos moradores de que o problema ia ser resolvido começa, lentamente, a dar lugar à resignação. Quem já não aguenta com o barulho vende as casas e muda-se. E quem fica desabafa a O MIRANTE que não é um bom local para viver. “Imagine querer adormecer e sempre que passa um camião acorda. É uma sensação indescritível. E quando se cruzam dois parecem aviões a passar”, lamenta Fernando Jorge, morador.

Para quem tem negócios o cenário não é melhor. António Dores tem um café naquela avenida com uma pequena esplanada, onde raramente as pessoas se sentam. “Ninguém aguenta o barulho e o fumo”, critica. A maioria dos moradores não hesita em apontar o dedo aos políticos e à sua incapacidade para fazer frente ao problema. É uma luta, dizem, que se arrasta há mais de vinte anos.

Em 2013 foram dados passos importantes com vista à desclassificação do troço dentro de Samora Correia, visando desclassificar esse troço da Estrada Nacional 118 para estrada municipal, por troca com a Estrada da Murteira, que serviria de variante natural à cidade. Chegou até a ser assinado um acordo entre o município e a Infraestruturas de Portugal visando essa situação. Mas um conjunto de problemas na Estrada da Murteira ainda por resolver, como a baixa largura da via em alguns locais, tem dificultado o processo de desclassificação.

“Espero até final do mandato dar passos muito positivos para acabar com o trânsito de pesados na freguesia, que gera incómodos de ruído e danos nos edifícios. Houve o acordo para passar a variante na Estrada da Murteira mas ainda não se concretizou”, lamenta o novo presidente da junta, Augusto Marques.

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