Sociedade | 09-09-2018 09:34

Procuram-se soluções para reabrir Museu de São João de Alporão

Procuram-se soluções para reabrir Museu de São João de Alporão

Câmara de Santarém continua à espera de indicações da Direcção Geral do Património Cultural apesar de ter cerca de 600 mil euros de fundos comunitários para avançar com obras de restauro.

A Câmara de Santarém continua à espera que a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) diga qual a intervenção que deve ser feita no Museu de São João de Alporão, situado no centro histórico da cidade em frente à Torre das Cabaças. O monumento está encerrado ao público por razões de segurança desde Março de 2012, após se terem soltado algumas pedras da cobertura do espaço que alberga o núcleo de arqueologia do Museu Municipal de Santarém.

O presidente do município, Ricardo Gonçalves (PSD), afirmou em sessão camarária que, por sua vontade, o museu estava aberto e a vereadora Inês Barroso (PSD) disse na última reunião do executivo que espera ter o monumento reaberto até final deste ano.

“Os técnicos da DGPC têm realizado várias vistorias e relatórios. O último refere que, em vez de intervencionar a fachada do museu, uma vez que o problema da pedra não se consegue resolver, há que acautelar as infiltrações, consolidar a cobertura e realizar arranjos no exterior. Os técnicos não encontram solução para a fragmentação das pedras e sugerem a colocação de redes de segurança para acautelar possíveis desprendimentos”, sublinhou o presidente.

Ricardo Gonçalves explicou que, actualmente, está a ser realizado um outro estudo, um levantamento fotogamétrico do monumento, que permitirá revelar o estado do edifício antes da intervenção e depois disso medir a existência de fissuras e de outros problemas estruturais.

O município de Santarém tem verbas disponíveis, cerca de 600 mil euros, e um projecto inscrito no Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) mas ainda não teve autorização para avançar com as obras.

Um estudo solicitado em 2004 ao Departamento de Engenharia, Minas e Georecursos do Instituto Superior Técnico revelou que a estrutura estava também a ser afectada por infiltrações a partir das fundações, devido à constituição geológica da pedra usada na construção e pelos métodos construtivos e correctivos posteriores, como a utilização de argamassas. O edifício foi classificado como monumento nacional em 1910.

Na Igreja de São João do Alporão esteve instalado, entre 1876 e 1889, um dos primeiros museus distritais do nosso país. Segundo o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, “a igreja de São João de Alporão constitui um caso único na arquitectura medieval portuguesa”, sendo um “produto híbrido estilisticamente”, no qual “coexistem soluções filiadas em esquemas românicos e outras já nitidamente góticas”. A sua fundação deve-se à Ordem de São João do Hospital, cuja fixação na cidade se situa entre 1159 e 1185.

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