Sociedade | 03-10-2018 11:36

Amigos receberam mensagens de Luís Grilo quando este já estava morto

Amigos receberam mensagens de Luís Grilo quando este já estava morto
Foto arquivo O MIRANTE

Luís Grilo já estaria morto quando amigos da equipa da Wikaboo receberam mensagens do seu telemóvel, a 16 de Julho.

Amigos de Luís Grilo, assassinado a 15 de Julho, nas Cachoeiras, concelho de Vila Franca de Xira, alegadamente pela própria mulher, Rosa Grilo e o seu amante, António Joaquim, funcionário judicial, receberam mensagens do triatleta enviadas do seu telemóvel.

Vítor Cunha, um dos amigos mais próximos de Luís Grilo, disse a O MIRANTE, que cerca de duas horas antes do seu desaparecimento trocou mensagens para combinarem um jantar de aniversário de um amigo em comum.

Outros amigos foram também contactados a 16 de Julho e até informados de que o triatleta ia fazer um treino de bicicleta, nessa tarde. A investigação julga que Rosa Grilo terá utilizado o telemóvel do marido, para enviar mensagens e dessa forma ludibriar os amigos e as autoridades.

O telemóvel do triatleta foi encontrado pelas autoridades, a 18 de Julho, na quarta-feira a seguir ao seu desaparecimento numa estrada nos Casais de Marmeleira, concelho de Alenquer. Junto ao telemóvel estava a bolsa, com documentos e dinheiro, que Luís Grilo utilizava para colocar os seus pertences quando ia treinar. A descoberta levou amigos e família a pensar que Luís Grilo poderia ter sido atropelado e raptado, naquele mesmo local.

Rosa Grilo, a viúva e António Joaquim com quem mantinha uma relação extraconjugal são os principais suspeitos de terem assassinado o triatleta, a 15 de Julho, na sua residência, nas Cachoeiras, concelho de Vila Franca de Xira. Ambos estão em prisão preventiva, indiciados por crime de homicídio qualificado, profanação de cadáver e detenção de arma proibida.

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