Sociedade | 10-10-2018 07:33

Municípios querem melhorar Monumento das Pegadas de Dinossáurio da Serra d'Aire

Municípios querem melhorar Monumento das Pegadas de Dinossáurio da Serra d'Aire

O objectivo é melhorar as condições de visitação e, mais tarde, ampliar o Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurio.

Os municípios que integram o Parque Natural das Serras d’Aire e Candeeiros querem, juntamente com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), melhorar as condições de visitação e, mais tarde, ampliar o Monumento Natural das Pegadas de Dinossáurio.

O projecto para a melhoria das condições de visitação do monumento, elaborado no âmbito da Associação de Desenvolvimento das Serras d’Aire e Candeeiros (ADSAICA), vai ser apresentado esta quarta-feira em Torres Novas, numa sessão que vai contar com a presença do ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, na expectativa de que a intervenção identificada como necessária venha a contar com apoios para a sua concretização.

Jorge Vala, que preside actualmente à ADSAICA (que reúne os sete municípios, o ICNF e associações locais), afirmou que vai ser entregue ao ministro do Ambiente um estudo que aponta as prioridades de intervenção no monumento, para já centradas na requalificação de estruturas que se foram degradando ao longo do tempo e no próprio modelo de visitação, dando condições “mais modernas e acessíveis ao turismo actual”.

Numa segunda fase, a ADSAICA quer avançar com a integração de mais duas jazidas no monumento, a “praia jurássica” situada na freguesia de S. Bento, no concelho de Porto de Mós, e Vale de Meios e Algar dos Potes, na freguesia de Pé da Pedreira, no concelho e distrito de Santarém.

Jorge Vala afirmou que nestes locais, de inegável interesse mundial, têm igualmente que ser criados centros de interpretação e condições para salvaguardar o “valioso património geológico” que, dado situar-se numa zona calcária, “muito sensível”, está sujeito a degradação.

Na apresentação que a directora do PNSAC, Maria de Jesus Fernandes, fará quarta-feira, o objectivo é, também, dar conhecimento e divulgar um projecto que "é nacional", tendo em conta o “valiosíssimo património” envolvido, declarou.

O autarca afirmou que não existem vestígios de outra praia com 168 milhões de anos (do Jurássico médio), onde é possível ver ondas fossilizadas, bem como rastos de animais e fósseis de inúmeras espécies marinhas, salientando a raridade que representa o troço de pegadas de caranguejos.

Também a jazida de Pé da Pedreira, igualmente do Jurássico médio (168 milhões de anos), apresenta centenas de pistas de terópodes e pelo menos duas de saurópodes, sendo possível ver impressões e contramoldes das pegadas desses dinossáurios.

Jorge Vala afirmou que as entidades envolvidas no PNSAC estão a dar os primeiros passos para que se possa um dia avançar com a criação de um Geoparque, área reconhecida pela UNESCO pelo valor do seu património geológico, associado a uma estratégia de desenvolvimento sustentável.

“É necessário muito trabalho. Estamos no início, a dar passos”, disse, apontando como exemplos a criação da Rota do Carso, a realização de estudos sobre o aquífero, que é um dos maiores e mais importantes da Península Ibérica, bem como a preservação da biodiversidade e de elementos próprios desta paisagem como os muros de pedra.

Na cerimónia que vai decorrer na Biblioteca Municipal de Torres Novas, o ministro João Pedro Matos Fernandes vai presidir à entrega de 15 novas viaturas ao corpo de Vigilantes da Natureza, aquisição que contou com o apoio do Fundo Ambiental.

Segundo o Ministério do Ambiente, esta entrega segue-se à realizada em Janeiro (10 viaturas) e junta-se ao reforço do corpo de Vigilantes da Natureza, que, em dois anos, integrou mais 75 elementos.

Na sessão, Rogério Rodrigues, do ICNF, falará ainda sobre “Vigilância activa nas Áreas Protegidas: Acção Preventiva e Promoção da Fruição”.

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