Sociedade | 01-11-2018 12:06

Mulheres sofrem mais violência no namoro

Mulheres sofrem mais violência no namoro
Professora Ana da Silva declamou um poema na redacção de O MIRANTE em Santarém

Chefe de Divisão de Acção Social da Câmara de Santarém diz que houve retrocesso ao nível da igualdade de género em relação aos mais novos.

Ao contrário do que se possa imaginar, houve um retrocesso em relação à igualdade de género e de comportamento sobretudo entre os mais jovens onde continua a haver violência no namoro com os rapazes a quererem controlar o que a namorada faz e a vasculhar o seu telemóvel. Com a agravante que algumas raparigas aceitam esse controlo e submissão.
O alerta é da chefe de Divisão de Acção Social e Saúde da Câmara de Santarém, Elisabete Filipe, que falou com O MIRANTE
a propósito do Dia Municipal para a Igualdade que o município assinalou no dia 24 de Outubro. Um grupo de alunos do terceiro ano do curso de Educação Social da Escola Superior de Educação de Santarém andou pelas ruas da cidade e em algumas instituições, entre as quais a redacção de O MIRANTE, a declamar poemas sobre a temática “Poesia é Igualdade”.
Na sede de O MIRANTE a professora do curso de Educação Social, Ana da Silva, declamou o poema “Lágrima de Preta”, de António Gedeão, e declamou ainda um poema da sua própria autoria que retrata algumas diferenças entre homens e mulheres que a docente considera ainda existirem.
Ana da Silva considera que sente desigualdade no seu dia-a-dia e que é hábito reclamar quando isso acontece. “Faço reclamações quando vejo nos formulários que existe discriminação de género. Por exemplo, quando está escrito ‘o utente’ ou ‘o cliente’. Este pormenor poderia ser resolvido se fosse eliminado o artigo determinante e assim já estaria correcto. São estes pequenos pormenores que têm que ser alterados”, justifica. A professora diz que existe mais igualdade mas ainda está longe do ideal e que existe ainda muito caminho a percorrer a este nível.
O objectivo da comemoração do Dia Municipal para a Igualdade é, para a Câmara de Santarém, proporcionar acções de sensibilização e informação à comunidade para que se reflicta sobre a questão da igualdade de oportunidades para ambos os sexos. “As mulheres que exercem as mesmas funções profissionais que os homens, em igualdade de circunstâncias, continuam a ganhar menos dinheiro. Além disso, ainda se notam diferenças em contexto familiar entre homem e mulher. Ainda há um longo caminho a percorrer até conseguirmos que exista igualdade de género”, explicou Elisabete Filipe.
A chefe de divisão de Acção Social e Saúde da Câmara de Santarém refere que o gabinete da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) do concelho de Santarém reporta “com frequência” a necessidade de se manterem campanhas de sensibilização e de informação sobre a importância da igualdade de género e também violência no namoro uma vez que denotam alguma preocupação em relação ao desrespeito entre pessoas.

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