Sociedade | 09-11-2018 15:00

Radicalismo e diplomacia

Radicalismo e diplomacia
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A última reunião da Câmara de VFX contou com a intervenção de um munícipe que questionou sobre o que considerou ser o aumento da criminalidade e vandalismo no concelho.

A última reunião pública da Câmara de Vila Franca de Xira, onde se discutiram e aprovaram o orçamento municipal e as grandes opções do plano, ficou marcada pela intervenção de um munícipe que questionou o executivo sobre o que considerou ser o aumento da criminalidade e vandalismo no concelho. Dando vários exemplos de equipamentos públicos destruídos, o morador ainda perguntou o que pensa a câmara do que disse ser “o aumento da islamização” no território, querendo saber o que vai fazer a câmara para controlar a entrada “dos bons e maus” no território e aludindo aos “riscos de um atentado”. As questões incomodaram os vereadores da CDU e Bloco de Esquerda, sobretudo na parte em que o morador deu os parabéns aos eleitores brasileiros residentes no concelho que votaram em Jair Bolsonaro. Aí Carlos Patrão insurgiu-se dizendo que a intervenção ia contra o regimento, ao que o morador respondeu com o lamento de estar a ser censurado. Perante a agitada intervenção, coube a Alberto Mesquita (PS), presidente da câmara, apaziguar os ânimos num discurso moderado de aceitação e compreensão quer com a comunidade estrangeira residente no concelho quer com o morador que interveio. Um autêntico diplomata!

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