Sociedade | 07-12-2018 18:00

Assembleia Municipal de Abrantes apela ao Governo para salvar o CRIA

Centro de Recuperação e Integração de Abrantes vai ser gerido por uma comissão administrativa com representantes de várias entidades, entre elas a Segurança Social e o Ministério Público.

A crise que atravessa o Centro de Recuperação e Integração de Abrantes (CRIA) dominou a última Assembleia Municipal de Abrantes, que decorreu na sexta-feira, 30 de Novembro. Os deputados municipais esqueceram divergências políticas e uniram-se em torno dessa causa. De tal forma que a moção apresentada pelo PS, intitulada “CRIA - Assegurar a missão ao serviço à comunidade”, foi aprovada por unanimidade e acolhida por todos os partidos, sendo mesmo retirado o logotipo socialista e colocado o do município.

A moção pretende chamar o Governo à responsabilidade no âmbito daquilo que são as suas competências e chega mesmo a apelar ao ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, para que tome as medidas que garantam estabilidade e viabilidade da instituição. A sessão foi presenciada por alguns trabalhadores do CRIA.

Mesmo antes da moção ser apresentada, o tema do CRIA tinha já sido mencionado por todas as bancadas com representação na Assembleia. O pedido de esclarecimentos ao executivo camarário sobre a constituição da comissão administrativa mista, que vai gerir a instituição, foi a questão que levantou mais dúvidas aos deputados municipais.

Na ausência da presidente da Câmara, Maria do Céu Albuquerque, foi a vereadora Celeste Simão que esclareceu que a 19 de Novembro a autarquia e a direcção do CRIA reuniram com elementos do Instituto da Segurança Social, bem como com o director da Direcção Regional da Segurança Social e dois técnicos da Segurança Social. O que ficou em cima da mesa foi a constituição de uma comissão administrativa mista para gerir a instituição, substituindo a actual direcção, liderada pelo ex-presidente da Câmara de Abrantes, Nelson de Carvalho. “A direcção do CRIA aprovou a proposta e a constituição da mesma será feita em parceria com o Ministério Público”, explicou a vereadora.

A autarquia e a direcção do CRIA aguardam “um contacto” da Segurança Social ou do Ministério Público para saber “qual será o papel da Câmara” nesta comissão mista, “quem estará directamente envolvido, por quantas pessoas vai ser composta e como, na prática, se vão desenvolver os procedimentos”.

De recordar que o presidente da direcção do CRIA, Nelson de Carvalho, disse a O MIRANTE concordar com esta decisão da Segurança Social, opinião partilhada por José Silva, coordenador da Comissão de Trabalhadores do CRIA. “É a única solução possível para viabilizar a continuidade da instituição”, referiu o responsável durante a Assembleia Municipal.

O CRIA atravessa dificuldades financeiras que levaram a direcção a atrasar-se no pagamento da totalidade do salário de Outubro, tendo também os subsídios de férias por liquidar.

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