Sociedade | 22-04-2019 15:00

Rotunda no Porto Alto não avança por falta de dinheiro

Rotunda no Porto Alto não avança por falta de dinheiro
VERBAS

Infraestruturas de Portugal recusa financiar as obras e Câmara de Benavente não quer suportar os custos sozinha.

O troço da Estrada Nacional 10 no Porto Alto, concelho de Benavente, tem um projecto aprovado há três anos para a construção de uma rotunda, no cruzamento próximo do supermercado Modelo, que não avança porque não há quem se chegue à frente para financiar a intervenção.

Para o presidente da Câmara de Benavente, Carlos Coutinho (CDU), o separador central que liga as duas rotundas já existentes causa constrangimento ao trânsito, obrigando os automobilistas a percorrerem uma distância de quase três quilómetros para poderem mudar de direcção. “Temos o projecto aprovado e estão definidas as condições”, disse a O MIRANTE, lamentando que a rotunda ande há anos para sair do papel.

A Câmara de Benavente tomou em 2015 a decisão de suportar os custos do projecto para a construção da rotunda, que a IP aprovou em 2017. Mas quando foi pedido a esta empresa pública que fosse parceira no pagamento da obra, a mesma “descartou a possibilidade de financiamento”, dizendo que “poderia ser qualquer um dos restantes intervenientes a fazê-lo”, explicou Carlos Coutinho.

Perante a recusa da IP, o autarca reuniu com as empresas localizadas nas proximidades do cruzamento, onde está prevista a construção da rotunda, entre elas, o Continente Modelo, a Frusantos, a Mota Engil e o Centro POAO, mas não houve até à data interessados em estabelecer uma parceria com o município para financiar a obra. Carlos Coutinho adiantou ainda que vai voltar a confirmar a disponibilidade das empresas.

Variante para Benavente é prioridade

Continua a ser prioridade da Câmara de Benavente afastar o trânsito dos troços urbanos do concelho. Se para Samora Correia o projecto de desclassificação do troço da EN118 - Avenida o Século - e a classificação da Estrada da Murteira em estrada nacional deve estar ultimado até final desta ano, para Benavente surgem novas perspectivas com a recente aprovação do Plano Director Municipal (PDM). A intervenção, sem calendarização ainda definida, prevê a construção de uma variante junto à Vala Nova, para desviar o trânsito do centro urbano de Benavente. Um investimento de “valores bastante significativos”, que irá incluir “um percurso em viaduto”, adiantou o presidente da autarquia.

Recorde-se que a passagem de camiões na Avenida O Século, em Samora Correia, é um incómodo para quem ali vive, pelo ruído, maus cheiros e poluição excessiva. Depois de receber os relatórios de medição de tráfego e ruído realizados naquele troço pela IP, Carlos Coutinho diz que a câmara vai avançar com a contratação de uma empresa externa para efectuar mais medições, por duvidar da veracidade dos números apresentados face à intensidade de veículos que ali circulam diariamente.

O autarca falou sobre o assunto na última reunião de câmara, depois de questionado pela vereadora Florbela Parracho (PS) sobre o elevado nível de sinistralidade naquela estrada.

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