Sociedade | 13-05-2019 07:00

Um campo de futebol e uma sede eram as prendas ideais para o União de Tomar

Um campo de futebol e uma sede eram as prendas ideais para o União de Tomar
TOMAR

Presidente do clube confessou desejo no dia em que se celebrou o 105º aniversário

Um terreno onde fosse possível construir um campo de futebol, com pista de atletismo, e uma sede era o presente que o presidente do União de Tomar gostava que o clube recebesse no dia em que comemorou o seu 105º aniversário, no sábado, 4 de Maio. Abel Bento sabe que é um desejo difícil de concretizar mas seria a prenda perfeita para dar melhores condições aos atletas e treinadores.

“O clube tem muita história mas não tem uma sede própria, temos um espaço que é cedido pela câmara municipal e treinamos no estádio municipal, que também é cedido pela autarquia. Além disso, também treinamos num campo na Nabância, que é pequeno. Para ambicionarmos outros objectivos desportivos temos que ter melhores condições”, referiu o presidente a O MIRANTE momentos antes do jantar de aniversário do União de Tomar, que decorreu na tenda do mercado municipal e juntou cerca de 300 pessoas.

À semelhança do que acontece anualmente, o União de Tomar distinguiu atletas de todos os escalões e das várias modalidades: futebol, atletismo e ginástica. Além disso, também homenageou os sócios com 50 e 25 anos de associados. Este ano o prémio Excelência foi atribuído a José Júlio dos Santos que durante muitos anos foi tesoureiro do clube. O jantar de aniversário é um momento de encontro e confraternização de dirigentes atletas e familiares que ao longo do ano vivem o União de Tomar com entusiasmo.

Abel Bento tem 56 anos e é presidente do União de Tomar desde 2012, embora tenha feito parte de outras direcções. Está ligado ao clube desde 2005. “Quando chegámos o clube estava numa situação muito difícil, corria o risco de fechar portas. Foi muito difícil mas conseguimos dar a volta e com muita vontade, carolice e algumas ajudas recuperámos e estamos numa situação estável”, afirma a
O MIRANTE, defendendo que as instituições têm que ser autosustentáveis e que se não o conseguirem mais vale acabarem.

O União de Tomar tem actualmente cerca de 350 atletas no futebol, com 18 equipas de todos os escalões, incluindo duas equipas de seniores. O ano passado venceu a Taça do Ribatejo em futebol e depois disso perdeu 12 atletas. “Apareceram clubes a oferecer algum dinheiro aos atletas e nós não podemos pagar muito por isso eles foram. Não podemos levar a mal. Ficamos com a equipa desfalcada mas conseguimos reconstruir a equipa e este ano ficámos em sexto lugar, o que não é mau”, afirmou. Acrescenta que a aposta na formação dos atletas é uma mais-valia para o clube.

Atletismo continua a dar cartas

A modalidade que está com grande pujança no União de Tomar é o atletismo. Este ano foi considerado o melhor clube do distrito de Santarém. Tiveram vários atletas campeões nacionais e alcançaram dezenas de títulos em provas distritais. “Esta pujança deve-se em grande parte ao Paulo Saldanha, que vive o atletismo com muita intensidade. Em 2005 voltamos a apostar no atletismo e tem valido a pena porque os resultados estão à vista”, reforçou.

Este ano receberam o Diploma de Prata por terem ultrapassado a fasquia dos 120 atletas federados na modalidade. A maioria são raparigas que optam pelo atletismo. Todos acabam por trazer amigos para uma modalidade que está muito na moda em Portugal.

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