Cultura | 11-06-2019 10:00

“Investir em Abrantes já não é como dantes”…

“Investir em Abrantes já não é como dantes”…
ABRANTES

Pedro Miguel Mascate Costa - Sócio Gerente, Telescrita – Contabilidade e Organização de Empresas, Lda

Foi bom a festa voltar para o Hipódromo dos Mourões. Além de os Mourões serem o melhor espaço para o género, a realização do concerto neste espaço deixa a cidade de Abrantes mais completa e os espectadores têm melhores condições de acolhimento e estacionamento.

Do programa deste ano destaco TIM e Tributo a Carlos Paião. O que gostava de ver diferente nas Festas da Cidade de Abrantes era um maior envolvimento do poder político com munícipes e entidades representativas da sociedade civil e do tecido empresarial, indutor da participação activa na vida da Comunidade. Em particular e desde já, no processo de planeamento da divisa “receber bem e bem receber” com que queremos ser reconhecidos por quem nos visita.

Penso ser muito importante e diferenciador conseguirmos ter umas boas festas, pois para além de mostrarmos a cidade aos visitantes, poderemos promover e valorizar a oferta regional com todos os eventos realizados pela cidade. A preservação e reforço dos valores culturais regionais, como a festa em causa, pode e deve, assim, funcionar com dinamizador das actividades económicas da região.

Vejo com preocupação o futuro de Abrantes. Os indicadores económicos e sociais são tradutores de problemas reais que estão bem à mostra de quem não os queira ignorar, tais como, tendência para a desertificação, baixo poder de compra, fraco dinamismo da actividade económica, insuficiente aposta na economia do conhecimento. Em particular, a sede do conselho parece há muito ter estagnado no tempo. É mister de todos engendrar as estratégias, visionárias mas exequíveis, para inverter tão difícil, mas simultaneamente desafiante, situação.

Deverá ser compromisso de cada um participar neste desafio colectivo, que requer visão, planeamento, organização e acção. Pessoalmente, persistirei no empreendimento iniciado há algumas décadas, criador de sustentabilidade por via da geração de riqueza, de emprego e de bem-estar.

Encaro o futuro da minha empresa com “optimismo realista” ancorado na capacidade, na vontade e na acção de todos os dias partilhada com uma já muito vasta equipa de profissionais/pessoas. As dificuldades e os riscos que são inerentes ao negócio são motivação para “fazer bem o que precisa de ser bem feito”.

Para atrair empresas para Abrantes devem ser desenvolvidas políticas públicas inteligentes e uma estratégia de marketing profissional convincente que faça passar a mensagem; “Investir em Abrantes já não é como dantes”…

Em relação aos políticos do concelho, embora lhes reconheça trabalho, penso que deveria existir uma maior envolvência com as pessoas e acima de tudo com as empresas, pois os agentes económicos são muito importantes.

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