Entrevista | 19-02-2020 15:00

Casa do Povo da Marmeleira é o reflexo de uma vila envelhecida

Casa do Povo da Marmeleira é o reflexo de uma vila envelhecida

Já foi um local de convívio e contou com as secções de atletismo e de futebol. Hoje, à beira do centenário, a Casa do Povo da Vila da Marmeleira conta apenas com a actividade de uma banda filarmónica.

Já teve secções de atletismo e de futebol e foi um local de confraternização da população da Vila da Marmeleira mas actualmente a Casa do Povo da terra, com 99 anos de existência, conta apenas com a actividade de uma banda filarmónica que, a par de outra, são as únicas no concelho de Rio Maior.

“Antigamente havia muita movimentação na vila. Agora a população está envelhecida e as condições desportivas da Casa do Povo são quase nulas”, explica a O MIRANTE o presidente da Casa do Povo da Marmeleira, Mário Santos, enquanto vai mostrando algumas fotografias e lembranças que estão cuidadosamente expostas nos armários do gabinete da direcção.

Sem papas na língua o homem que dirige a colectividade há 14 anos admite que, apesar da banda ter muitos elementos jovens e de ter muitos interessados já a nível financeiro a situação não é fácil, pois os apoios são escassos e as despesas, sobretudo com deslocações e fardamento, são grandes. “Anualmente contamos com um apoio de 3.500 euros e com a oferta de alguns instrumentos musicais por parte do município, além das receitas nas Tasquinhas de Rio Maior. O resto sai tudo do nosso bolso”, adiantou o dirigente.

O presidente da Casa do Povo da Marmeleira, pretende dar outra dinâmica à sede e quer que o bar passe a abrir aos fins-de-semana para que as pessoas da terra possam ali conviver e assistir aos ensaios da banda, tal como antigamente. A sede actualmente só abre para os ensaios da banda.

Banda é a menina dos olhos

Composta por 35 elementos a Banda Filarmónica da Casa do Povo da Marmeleira é a menina dos olhos da associação. O elemento mais novo do grupo entrou há poucas semanas e tem seis anos. O mais velho está na casa dos setenta. Os ensaios decorrem todos os sábados, entre as cinco da tarde e as onze da noite.

Há ainda, para os mais novos, aulas de música, que têm lugar nas manhãs de sábado. “Caso exista algum músico com dificuldades, o maestro da banda também dá um apoio antes do ensaio. Todos aqui nos ajudamos”, refere Mário Santos, lembrando que há seis anos o grupo passou por momentos complicados por desistência de alguns elementos por divergências com o maestro de então. Mas felizmente, adianta, tudo se resolveu. “Mudámos de maestro, falámos com os músicos e acabámos por tê-los ter todos de volta”, conclui.

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