Entrevista | 24-03-2021 15:00

Nuno Miguel de Sousa Trindade

Nuno Miguel de Sousa Trindade
AGORA FALO EU
Nuno Miguel de Sousa Trindade

Sapateiro O Trindade - 34 anos, Entroncamento

Quantas horas precisa de dormir para acordar bem-disposto?

Boa pergunta. Depende do estado de espírito e como correu o dia anterior, mas se dormir acima de 6 horas já é bom. Quem muito dorme, pouco aprende.

Gosta de grandes reuniões familiares?

Sou filho único e só depois de ter conhecido a minha namorada, na altura, e agora minha esposa, é que tomei contacto com essa realidade. Ela tem uma irmã e dois irmãos. Cada um deles com filhos e por vezes éramos mais de 15 pessoas. Para mim foi complicado ao início mas, como diz o slogan, primeiro estranha-se e depois entranha-se. Agora, devido a esta nova fase que vivemos, os encontros estão condicionados e vamos mantendo o contacto por meios alternativos.

Gosta mais de liderar ou ser liderado?

Já fui muita vez liderado por pessoas com falta de liderança, mas isso acabou. Chega um momento em que tudo tem que mudar e decidi largar tudo e abrir o meu negócio, ser responsável pelo meu próprio trabalho, não tendo de depender dos outros.

Era capaz de viver sem música?

Sem música seria muito complicado. A minha companhia do dia-a-dia, mal abro a porta da minha loja, é a música, não falha… Quando não tenho música sinto um vazio. Gosto de Maroon 5, Greenday, Queen, Linkin Park, entre outros.

O que lhe dá mais gozo fazer na vida?

Viajar com a minha esposa e os meus filhos, conhecer cidades e lugares novos.

Quantos verdadeiros amigos acha que tem?

Ui… Acho que nunca chegamos a saber quantos amigos verdadeiros temos até haver realmente aquele “aperto” em que uns mostram a real amizade e os outros se afastam.

Alguma vez deu sangue?

Por acaso não. Já pensei várias vezes no assunto mas nunca fui dador. Se alguém precisasse eu daria sem qualquer problema.

Se vir alguém deitar lixo para o chão diz-lhe alguma coisa?

Já não é a primeira vez que chamo a atenção a quem não sabe distinguir o chão dos lugares correctos para deitar o lixo. Uns ficam envergonhados, outros respondem mal, mas fica na consciência de cada um.

Qual a tradição que nunca podemos deixar morrer?

O Natal, nem que seja para manter o mistério da tradição para com as crianças e o sentimento de dar a quem mais precisa. Muito ou pouco, o que importa é dar e ajudar quem precisa.

Quais as qualidades que mais aprecia numa pessoa?

Que saibam falar mas que também saibam ouvir porque se apenas souberem falar mais vale ouvir rádio. Sempre dá música e já sabemos que, por mais que falemos, não nos ouvem.

Qual é o seu maior defeito?

Ser teimoso e não saber quando desistir. Se calhar acaba também por ser uma qualidade que me distingue profissionalmente.

Sente que as pessoas se preocupam mais com a saúde?

Depende das pessoas. Vejamos a situação actual, por exemplo. Há muita gente que não cumpre distâncias recomendadas. Vejo pessoas reformadas a irem comprar o seu pão aos hipermercados todos os dias e ainda por cima a horas de maior afluência, em vez de irem em horários mais mortos. Há pessoas que simplesmente não entendem ou não querem entender.

Do que mais gosta na sua terra?

Já gostei… Tenho pena daquilo em que a minha terra se tornou, o que era e aquilo que é. Felizmente estou numa zona da cidade em que a população é mais idosa, mais respeitadora e bem-disposta, sempre com aquele “bom dia” quando passa lá pela loja.

Gosta de comemorar o seu aniversário?

Quem não gosta de festejar o dia em que veio ao mundo? E o meu é bastante especial, para além de ter nascido no dia de anos do meu falecido avô, também o meu filho mais novo nasceu nesse mesmo dia, 10 de Julho.

Sabe cozinhar ou prefere apreciar a comida no prato?

Gosto muito de cozinhar, mas nem sempre tenho tempo. Quando posso, gosto muito de preparar uns corações ou umas moelas com um tempero daqueles.

Quando convida amigos para jantar escolhe sempre vinhos do Ribatejo?

Tenho é de escolher frisantes senão acabo a beber sozinho. Assim sempre tenho companhia.

Fazem falta mais mulheres na política?

Independentemente de serem mulheres ou homens, o que faz falta na política são pessoas íntegras e que realmente queiram o melhor para os portugueses e não para os seus bolsos.

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