O MIRANTE TV | 14-06-2019

Hospital Vila Franca de Xira abriu portas para mostrar dignidade das instalações

Refeitórios onde nunca se serviu uma refeição são ocupados por utentes que têm resolvido o motivo que os levou ao hospital, mas que não têm para onde ir.

A procura crescente do Hospital Vila Franca de Xira, aliada a uma má estratégia inicial de dimensionamento das instalações, que funcionam desde 2013 e foram da responsabilidade do Estado português, obrigou à utilização para internamento de utentes de espaços inicialmente programados como salas de refeição.

Nestes “refeitórios”, que nunca o chegaram a ser, estão pacientes idosos, que já tiveram alta clínica e que não carecem de cuidados médicos agudos. Aqui permanecem enquanto aguardam uma resposta familiar ou a colocação numa rede de cuidados continuados ou em lar.

Para o presidente da comissão executiva do hospital, a alternativa a estes internamentos passaria pela transferência dos utentes para outras unidades hospitalares, o que se verificou em 2016, com 47 transferências e em 2017 com nove. Em 2018 e 2019 Pedro Bastos realça que nenhum dos pedidos de transferência feitos pelo hospital teve resposta positiva.

Com o número médio de camas permanentemente ocupadas com utentes com alta clínica a registar uma subida constante entre 2013 e 2019, e com a hospitalização domiciliária a ser discutida há cerca de seis meses com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, e ainda sem resposta, Pedro Bastos aponta como única solução “criar espaços e crescer”.

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