O MIRANTE TV | 01-12-2019

Vila Franca de Xira evoca memória das cheias de 1967

Há 52 anos, uma noite de chuva forte como nunca antes se vira, causou uma das maiores tragédias naturais do país a seguir ao terramoto de 1755. São as cheias de Novembro de 1967, agora evocadas no Celeiro da Patriarcal em Vila Franca de Xira.

É a primeira grande exposição feita no país sobre a catástrofe que Salazar quis esconder do Mundo e resulta de um ano de intensa pesquisa por parte do município. Estima-se que as cheias de 1967 tenham morto mais de 700 pessoas na área metropolitana de Lisboa, mas os números oficiais nunca foram conhecidos.

Não houve luto nacional. Não houve apoio às vítimas. A exposição é uma história de superação de centenas de famílias e da luta dos jornalistas em dar nota da realidade contra a censura da época.

O concelho de Vila Franca de Xira foi o palco principal da tragédia, em particular a aldeia de Quintas, na Castanheira do Ribatejo, onde dos 105 moradores 89 morreram. Mas as cheias também mataram gente em Alverca, Alhandra e Vila Franca de Xira, incluindo nos concelhos vizinhos de Loures e Alenquer.

A exposição “Cheias de 1967” abriu ao público na tarde de sábado, 30 de Novembro, e contou com a presença de antigos jornalistas que acompanharam o drama, incluindo Eduardo Gageiro, familiares das vítimas e autarcas.

A mostra tem a curadoria de Joaquim Letria e o alto patrocínio do presidente da república, Marcelo Rebelo de Sousa.

A exposição tem entrada livre e está patente até 5 de Abril de 2020.

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