O MIRANTE TV | 25-11-2021

Joaquim Emídio diz que muitos políticos e empresários ainda usam a Bíblia que nem os padres já leem na igreja

Na cerimónia da entrega dos prémios Galardão Empresa do Ano, esta tarde de quinta-feira, no Convento de S. Francisco, em Santarém, o director-geral de O MIRANTE, Joaquim António Emídio, criticou a classe política e empresarial por não trabalhar unida em defesa da região

O director-geral de O MIRANTE abriu a cerimónia da entrega dos prémios Galardão Empresa do Ano, referentes a 2020, salientando que "a pandemia não cala a boca dos empresários, nem dos dirigentes associativos, nem dos jornalistas. O coronavírus não impede que os empresários reivindiquem melhores condições para os seus territórios e para as suas empresas. Mais do que uma crise de políticos, que parece que veio para ficar, temos à vista há muitos anos uma crise de dirigentes associativos empresariais que é muita séria, principalmente para os pequenos e médios empresários".

Joaquim Emídio criticou as instituições do Estado que não abrem as suas portas aos pequenos e médios empresários e reafirmou: "as empresas não são organizações do pontapé na bola, o que nos une é a luta contra o centralismo do Estado, os burocratas e os políticos que se deixam manobrar pelos lobistas instalados no IEFP, no IAPMEI, nas CCDRs, em todos os organismos do Estado".

"Anda muita gente inábil e distraída por aí, a representar-nos como dirigentes associativos, sem perceberem que não há, nem haverá empresas, nem empresários de sucesso, onde não há poder de compra e muito menos onde não há pessoas a viverem, para sustentarem a mão-de-obra de que as empresas precisam" acrescentou.

Para Joaquim António Emídio é importante acção e empenho na organização partidária das listas de deputados, e boas falas para convencer as câmaras a apoiarem os centros de empresas, mas, afirmou, "depois não deitem para o lixo o investimento entregando o poder a pessoas analfabetas, que só sabem ganhar dinheiro, como é o caso actualmente na nossa região de alguns políticos e dirigentes empresariais, que vivem de costas voltadas, que nunca falam, que fingem que são todos gente muito importante, que não têm que dar contas públicas nem porem à prova o seu génio e a força do seu carácter. Faço aqui uma pausa para reafirmar o que acabei de dizer; a região do Ribatejo tem gente de muita fibra, mas há muito porquinho-da-índia por aí a viver com a cabeça dentro de uma Bíblia que já nem é aquela que os padres leem na igreja. Isto que acabei de dizer não são palavras azedas: é a realidade; só precisamos de mais pessoas que não enfiem a cabeça na areia e não tenham medo de chamar os bois pelos nomes".

Grande parte do discurso de Joaquim Emídio foi a elogiar os pequenos e médios empresários que, na sua opinião, são "o farol da nossa economia; são eles que dão corpo às instituições de proximidade, que dão emprego, que proporcionam que o Governo não fuja com os médicos, com os centros de saúde, com o serviço público a que está obrigado, nas áreas que referi mas também nos transportes, no apoio ao ensino e à prática da cidadania. Está instalado na classe dirigente, principalmente nos políticos do arco do poder, a convicção de que a cidadania é ter as pessoas a meterem o nariz onde não devem", concluiu.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias

    Edição Semanal

    Edição nº 1536
    01-09-2021
    Capa Médio Tejo
    Edição nº 1536
    01-09-2021
    Capa Vale Tejo