Política | 02-12-2022 10:00

Orçamento da Câmara de Tomar cresce em 2023 para 51,6 milhões de euros

Orçamento da Câmara de Tomar cresce em 2023 para 51,6 milhões de euros
Anabela Freitas Presidente da Câmara Municipal de Tomar

Crescimento do orçamento deve-se ao aumento da despesa com pessoal, energia e empreitadas

A Câmara de Tomar aprovou um orçamento de 51,6 milhões de euros para 2023, com a presidente do município a confessar que fica bastante acima do inicialmente previsto, devido ao aumento da despesa com pessoal, energia e empreitadas. Aprovado com os votos favoráveis da maioria socialista e os votos contra dos três vereadores do PSD, o orçamento da Câmara de Tomar para 2023 tem inscrita uma verba de 14,2 milhões para despesas de pessoal, o que Anabela Freitas (PS) explicou pelos aumentos resultantes do acordo de concertação social e da aplicação do sistema de avaliação do desempenho na Administração Pública (SIADAP), salientando que o número de trabalhadores “deriva muito da descentralização de competências”, sobretudo na Educação.

Para a autarca, o aumento de um milhão de euros das transferências do Orçamento do Estado, que em 2023 totalizarão 13,8 milhões de euros, não será suficiente para acomodar o aumento desta despesa. Anabela Freitas afirmou que era intenção do executivo apresentar um orçamento entre os 42 e os 43 milhões de euros, na linha dos anos anteriores, mas o crescimento de custos previstos, com o pessoal, mas também com a energia, gás, combustíveis e eventual revisão do preço das empreitadas, levou ao aumento para 51,6 milhões.

Comparando com o deste ano, o orçamento cresce 3,1%, contabilizando já a incorporação do saldo de gerência, adiantando Anabela Freitas que se espera um acréscimo superior aos quatro milhões de euros já contabilizados. Segundo a autarca, a dívida do município situa-se nos 14,7 milhões de euros (7,5 milhões dos quais de médio e longo prazo).

A oposição social-democrata justificou o voto contra por existir uma visão claramente diferente da estratégia para o concelho em relação ao que é proposto pela maioria socialista, com Lurdes Feromau Fernandes a dizer que o concelho “parece condenado à estagnação e ao retrocesso” e que o documento não deixa “uma esperança para o futuro”. Os vereadores do PSD consideraram ainda que os documentos previsionais para 2023 “não contêm as medidas necessárias” para travar a perda e o envelhecimento da população, comprovados nos dados dos Censos 2021, nem para criar atratividade e investimento no concelho. Reconheceu no entanto que foram acolhidas algumas propostas do partido, mas afirmou que, tal como aconteceu em anos anteriores, nada garante que não são retiradas, minando a confiança do partido no documento.

Anabela Freitas refutou as críticas de ausência de estratégia, dando o exemplo de medidas que têm norteado a acção do executivo, como a aposta no crescimento de oferta habitacional a par da atracção de investimento ou medidas que visam a eficiência energética, a poupança de água, a neutralidade carbónica.

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