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Chaminés reais estão a ruir

Monumento de interesse público com 400 anos

As três chaminés reais do antigo restaurante Ribatejano, em Salvaterra de Magos, estão a ruir. O monumento de interesse público com 400 anos poderá cair a qualquer momento.

Edição de 14.01.2004 | Sociedade
As três chaminés reais do antigo restaurante Ribatejano, mesmo no centro de Salvaterra de Magos, estão a ruir. “A responsabilidade é, alegadamente, de uma recente construção contígua”, refere o proprietário. António Lopes garante que desde que se iniciaram as escavações que irão alicerçar um prédio de três andares, começaram a abrir grandes fendas nas chaminés, consideradas património de interesse público. A mesma opinião tem o arquitecto Jorge de Brito da Direcção Geral de Monumentos. Depois de uma visita ao local, o especialista concluiu que as chaminés reais estão mesmo em risco de ruir. Por isso, foi feito um documento na presença do empreiteiro responsável pela obra, de um engenheiro da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos e do proprietário das chaminés. O objectivo foi oficializar a visita e precaver a identificação de responsáveis que assumam as consequências de uma eventual derrocada. Ao que conseguimos apurar, caso se verifiquem infiltrações de água nos próximos dias poderá ser o colapso total. Um dos maiores especialistas da matéria deverá visitar o local ainda esta semana. Apesar de ser um edifício de interesse público e até de estar consignado no Plano Directo Municipal (PDM), até ao fecho desta edição, a obra não parou e até manteve o mesmo ritmo de construção. Contactado pelo nosso jornal, o responsável pela obra, uma empresa de construção de Salvaterra de Magos, recusou-se a prestar qualquer tipo de esclarecimento sobre este assunto. O mesmo aconteceu com a Câmara Municipal de Salvaterra de Magos que licenciou a construção. Até ao fecho da edição do nosso jornal, apesar das perguntas terem sido enviadas por escrito, a presidente de câmara ainda não tinha explicado quais os procedimentos tomados face a esta situação. “A recuperação deste património histórico com cerca de 400 anos poderá custar dezenas de milhares de euros”, referiu o proprietário. “Caso se verifique uma derrocada, o prejuízo será incalculável”, acrescentou a mesma fonte. Numa primeira reunião com o dono da obra, foi dito a António Lopes que existe um seguro que o indemnizará pelos danos causados. Mas, o lesado disse a O MIRANTE que não quer dinheiro, o que pretende é que as chaminés não sejam destruídas. Apesar de centenárias, as três chaminés são muito resistentes. Aguentaram todos estes anos e até suportaram vários terramotos. Segundo o proprietário, elas só cederam porque foram feitas escavações debaixo do edifício Ribatejano.Mário Gonçalves

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