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Comprou carro falsificado

Andou a pagar carro que não usou e ficou a pé

Trocou um carro que acabara de comprar por um que se veio a saber ter sido roubado. Um péssimo negócio. Acabou a pagar um carro que não chegou a usar e ficou a pé porque o carro roubado foi-lhe confiscado.

Edição de 04.08.2004 | Sociedade
Quando comprou um carro para o filho, Virgílio Pereira Índio, de Coruche, não imaginava os tormentos por que ia passar. Os problemas começaram quando o seu descendente decidiu trocar o Ford Fiesta recém-adquirido por um Fiat Uno Turbo, que veio a descobrir-se tinha sido roubado e falsificado. Virgílio ficou sem o carro, sem o dinheiro e com a vida desfeita. O caso deu-se há oito anos. Depois de ter adquirido o Ford, o seu filho, Mário Pereira, que usava a viatura para se deslocar para o trabalho no Carregado, viu um anúncio de um stand de Lisboa anunciando a venda de um Fiat Uno e no mesmo dia decide fazer a troca. Ao chegar a casa, em Santo Antonino, arredores de Coruche, o pai desconfiou do negócio. Virgílio deslocou-se a uma oficina para verificar o estado do carro e aparecem as primeiras suspeitas. O número de série do carro tinha sido alterado. Participa a situação à Polícia Judiciária e começam as investigações coordenadas pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP). Em Abril de 2002 o DIAP chega à conclusão de que o veículo 31-62-CB “foi objecto de viciação nos seus elementos de identificação”. Mas, segundo o despacho, “não foi possível determinar quando foi efectuada tal viciação ou quem foram os seus autores”. Apenas se apurou que o veículo de matrícula 31-62-CB, cujo número de chassis e motor foram viciados, se trata de um carro a que corresponde a matrícula verdadeira 72-35-BE, que tinha sido furtada em 1994 na zona de Cascais. Nessa altura o veículo já tinha estado envolvido num acidente, tinha passado por um parque de salvados e posto novamente a circular. Por insuficiência dos elementos de prova o DIAP decidiu o arquivamento do processo. Virgílio Índio pretende que o negócio seja considerado nulo, tendo avançado com um processo judicial no Tribunal de Coruche. Durante este tempo Virgílio, que trabalha por conta própria em pinturas e colocação de tectos falsos, andou a pagar o empréstimo que fez ao banco para comprar o Ford Fiesta, no valor de 2 mil contos (cerca de 10 mil euros). Ficou sem os 1.250 euros que teve que juntar pela troca das viaturas. Teve que comprar outro carro e já perdeu a conta ao dinheiro que gastou em deslocações e telefonemas. Como desabafa, ficou com a “vida virada do avesso”.

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