Rejeitado no futebol chegou ao topo no rugby
Há males que vêm por bem. Sem querer, o treinador dos iniciados do Benavente que rejeitou Salvador Palha no futebol abriu caminho para uma carreira de sucesso no rugby. Aos 23 anos, e depois duma formação no CDUL, continuada no Direito, o jogador inscreveu o seu nome no livro de ouro do desporto nacional ao representar Portugal no Campeonato do Mundo.O número sete da selecção das quinas nasceu numa família tradicional e vive na herdade do Paul da Vala, Samora Correia, onde se criam cavalos e onde há toiros bravos por perto. Salvador Palha herdou o gosto pelos toiros da família e foi forcado. Mas, o desporto falou mais alto e o fascínio do rugby traçou-lhe novo rumo. Agora alimenta o sonho de vir a ser profissional. Enquanto o convite não surge, o jovem licenciado em gestão trabalha como gestor de produto. Actividade que concilia com os treinos em Lisboa.Católico, crente no seu Deus, Salvador entra sempre em campo com o pé direito e reza um Pai Nosso antes de entrar no relvado. “Cada pessoa tem o seu Deus, eu tenho o meu que me ajuda imenso”.O ídolo de Salvador Palha é o número 7, e capitão, da selecção da Nova Zelândia Richie McCaw. “Não tive o prazer de jogar contra ele. Fica para a próxima”, revela o atleta que é adepto do Benfica e gosta de caçar nas horas vagas.Apesar de já ter fracturado alguns dedos e ter sido suturado com pontos na cabeça e na boca, Salvador Palha insiste na ideia que o rugby não é uma modalidade violenta. Com alegria e determinação, o jogador regressou aos treinos a pensar nas novas internacionalizações em Novembro e Dezembro no Torneio das Seis Nações B.
Mais Notícias
A carregar...

